terça-feira, 16 de setembro de 2008

Queria entender

Por aqui anda choveno desde uns dias.

Sei que chove em todos os lugares do mundo (exceto na maioria dos desertos e na Antártida, onde a chuva vem sob a forma de picolé). Mas o que eu quero dizer, é:

Ontem fui a uma loja de informática (a segunda, porque na primeira tinha mas havia acabado) comprar cartuchos de tinta para minha impressora, uma daquelas !PX1300 (é, essa mesmo, cuja a tinta é quase o preço da impressora), e entrei numa loja em que, depois de fachar a porta, comecei a suar debaixo da roupa de frio. Lá fora deveria fazer uns 15 graus e dentro da loja, uns 30!

Não, não havia aquecedor. Eles simplesmente fechavam todas as portas e janelas e o calor humano (literalmente) aquecia o ambiente.

Senti tanto calor ali, sem poder tirar o casaco, que mesmo no dia seguinte nao deixei de fazer a barba. É, deve ter sido em conseqüência do dia anterior. Creio que os psicólogos chamem isso de trauma ou reação pós-traumática...

O pior de tudo é que demorei lá, porque a única atendente que eu vi já estava ocupada atendendo a um cliente e falando com não-sei-quem ao celular. Para não perder tempo, simplesmente tirei do bolso a embalagem vazia do cartucho antigo e, sem dizer nada, mas sorrindo na esperança de uma resposta, lhe mostrei a embalagem vazia.

Me senti Vasco da Gama em sua viagem para as Índias, quando parou na costa africana e capturou um nativo. Como ninguém falava a língua daquele aborígene, os portugueses foram colocando diante dele ouro, canela e outras especiarias, de maneira a ver, pela reação do nativo, se aquelas coisas existiam naquela região.

Infelizmente o nativo não reconhecia nada daquilo e foi solto em seguida, e os portugueses seguiram viagem, já que ali não havia nada do interesse deles.

Sendo assim, aquela atendente não precisa deixar de falar ao celular pra me atender. Bastava fazer um gesto com a cabeça, de negação ou afirmação, de modo que eu fosse embora ou esperasse.

Felizmente, havia o tal do cartucho e por um preço em conta. Parece que eu tive mais sorte do que Vasco da Gama e não precisaria ir a uma terceira loja.

Minutos depois, entretanto, ouço o som de descarga (não, não era descarga de arquivos, já que ali era uma loja de informática e havia vários computadores, inclusive um sobre o balcão). E eis que surge a menina que me atenderia.

Preciso dizer que ela estava cagando? A julgar pelos minutos que ela passou ausente, eu não apostaria em outra coisa.

O curioso é que o barulho da descarga mal havia começado e ela já estava saindo do banheiro. Das duas, uma: ou ela não lavou as mãos, ou ela lavou primeiro e deu a descarga depois!

Mas não descarto a segunda hipótese, há gente de todo tipo no mundo.

E, quando eu finalmente ia saindo: Ei, espere. Tem a nota.

Esperei.

Esperei e suei mais um pouco.

E hoje, andando pelas ruas sem guarda-chuva, procurando passar debaixo das marquises, descbri uma coisa muito curiosa: as pessoas de guarda-chuva insistiam em andar sob as marquises, e as pessoas sem guarda-chuva ou sombrinha acabavam andando na chuva mesmo.

Muito, muito curioso. Não podia ser o contrário?



Moral da história

Se vai andar sob as marquises usando guarda-chuva, pelo menos feche-o! É muito, muito mais prático!

3 comentários:

Carol Juvenil disse...

O_O O_O O_O O_O

Que nojo.Eca,eca,eca.

Ando pela chuva,com ou sem guarda-chuva.Mas tanto faz.

Vou ver um filme \o/

Até!

pimentinhabm disse...

aki nem ta chovendo
mas ta frio, o tempo muda todo final de semana!

veja pelo lado bom, vc conseguiu o que queria por um preco bom!
kkk

vani disse...

Ai não lavou as mãos ecaaaaaaa
Ai eu odeio guarda-chuva, se a chuva ta fininha vou sem, se muito grossa não vou kkkkkkkkkkk simples assim