terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Depoimento de um verdadeiro Papai Noel (e não desses que aparecem nos comerciais da Coca-Cola)

Veja abaixo depoimento verídico de um autêntico Papai Noel, cedido pelo senhor Vidigal da Silva, carioca de Bom Sucesso:



Como eu entrei nessa furada? O.K., eu vou explicar.

Eu não queria, tá ligado? Eu não queria criar barriga nem deixar a barba crescer, mas a gente vai comendo um torresmo aqui, um angu com lingüiça ali, um feijão com macarrão acolá... com bastante cerveja em cima e taus... aí quando a gente vai ver, já tá com a cara do Papai Noéu. Ou melhor, já tá com a barriga dele, porque pra ficar com a cara mermo tem que deixar a barba crescer. Foi aí que virei esse troço aí de Papai Noéu, tá ligado?

Na verdade, foi quando eu tava dando uma volta ness tau de chópim, tá ligado? Um cara chegou em mim, todo educado, falando umas coisas que eu não entendia... aí eu quase dei uma bifa na cara dele! Pô, eu não entendia nada do que ele tava dizendo! Mas depois minha senhora que tava comigo me falou do que se tratava e eu entendi tudo!

O cara era o gerente do tal do chópim e queria me contratar pra Papai Noéu. Aí eu disse "Que mané Noéu o quê? Tá me chamando de véio, pô? Qual'é a tua, véio?"

Mas depois ele falou em dinheiro e tudo mudou de figura. Não ia ser de graça. Aí eu topei.

Foi assim que eu virei o bom velhinho, mas antes, é claro, eu fiquei com muita raiva. Imagina só um cara te parando no chópim pra te chamar de véio e elogiar tua pança?

Só me incomoda a barba no verão e a roupa grossa, faz um calor e o ar condicionado do chópim tá mais pra brisa que pra vento, tá ligado? Suo pra mais de metro, tô quase emagrecendo de tanto suar, pô! Assim não vou mais poder ser o bom velhinho, já viu Papai Noéu magro? Só se for o Papai Noéu da Somalha, pô! Lá todo mundo é magro. Também, um país com um nome desse! Se lá todo mundo só malha, tinha que ser todo mundo magro mermo, pô!

E descobri uma coisa: dizem que no Natal o Papai Noéu esvazia o saco de tanto dar presente. Mas que esvazia o que, mané? Esvazia nada, pô! Na verdade, enche. Enche o saco ficar lá com aquela roupa, com a barba coçando, aquelas crianças sentando no teu colo e pedindo umas coisa estranha, lépi tópi, emipê-três, emipê-quatro, pleistêichon e sei lá o quê! Essa criançada de hoje só fala inglês, pô! Papai Noéu por acaso nasceu nos Esteites? Essa crinaçada de hoje só fala em inglês com o bom velhinho! Sei lá o que eles tão me pedindo! Só sei que eu tenho que dizer que eles vão ganhar tudo isso aí que eu nem sei o que é.

Mas se é pra ganhar dindim, eu falo, é claro!

E o gerente do chópim me disse que ia me pagar um Roiau por cada criança que sentasse no meu colo. Aí, como não sou bobo nem nada, o que eu faço? Vejo aquela fila de criança e mando vim de duas em duas, cada uma senta num joelho e me fala num ovido, pô! Tenho dois joelho, não tenho?

Tenho duas orêia, não é mermo?

Então! Enquanto os outros Papai Noéu ganha um Roiau, eu ganho dois! Pô, eu sou profissa! Papai Noéu profissa!

Profissa, tá ovindo? (*)


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(*) Ovir vem de ovo, e ovo vem... bem, todo mundo sabe de que buraco vem o ovo.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

J. K. Rowling, Pedro Bandeira, Liliane Prata, Deus (eis alguns autores que aparecem aqui hoje).

Pois é. Tava na hora.

Como 100% dos leitores deste blog são adolescentes (99% são e o 1% restante se sente assim) e como 99% dos leitores deste blog são meninas (o 1% restante é e se sente homem mesmo, deixemos isso bem claro), resolvi criar as nove enquetes ao lado. Sei que as pessoas que entram aqui gostam de ler (se não gostam, vou descobrir agora!) e por isso imaginei as perguntas aí na coluna à direita. A maioria dos livros são infanto-juvenis (em liguagem de gente: livros adolescentes) e alguns são livros de velhos que lêem enquanto fumam cachimbo (sem preconceito, é claro; eu poderia dizer que os livros adolescentes são para jovens que lêem enquanto mascam chiclete, e daí? Nhac, nhac, nhac... esse é de tutti frutti, tá a fim?).

Bem... seja o que Deus quiser.

Amém!

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

A Arte de Furtar Galinhas, Mendigos Pelados e os Desabrigados de SC

No ritmo em que estamos, daqui a pouco vão estar roubando até mendigo pelado nas ruas. Como? Ora! Se eles conseguem roubar até os desabrigados de Santa Catarina, que perderam tudo e agora não têm nada, então eles também conseguem roubar mendigo pelado...

Mas vamos lá; entremos de uma vez no mérito da questão.

Quem viu os telejornais ontem, sabe do que estou falando. O País inteiro está enviando doações aos desabrigados de Santa Catarina, mas parece que outras pessoas estão mesmo é enfiando a mão nos donativos. Acontece. Enviar e enfiar são dois verbos parecidos; é natural que as pessoas se confundam...

Mas o que fazer? Deixaremos de doar ou as autoridades tomarão alguma atitude? Nem uma coisa nem outra, simplesmente porque estamos no Brasil: O povo continuará doando porque é caridoso, e outras pessoas continuarão enfiando a mão nas doações porque, como diz o ditado, a ocasião faz o ladrão e, no final das contas, ninguém será realmente punido.

As autoridades até se apressaram em dizer que o fato é caso isolado. Eu só gostaria de saber como é que eles sabem disso. Por acaso eles têm bola de cristal? Colocaram câmeras vigiando a seleção dos donativos? Pode haver outros casos e, se eles existem, agora a ordem será provavelmente abafar esses casos, de modo que não cheguem à mídia e o povo não saiba.

O que desagrada às autoridades em casos como esses não é o roubo em si, mas o fato de a notícia ter sido veiculada pelos jornais do País. Acontecem horrores na administração pública de pequenas e grandes cidades, e se faz muita vista grossa para tudo, mas, quando um escândalo vem à tona, há sempre alguém que surge diante das câmeras para dizer que é caso isolado. Ora, parece até que esse sujeito já estava de prontidão, só esperando pelo momento de saltar diante das câmeras de TV e dizer é caso isolado! é caso isolado!

Tenhamos um mínimo de inteligência. Se até um segundo atrás o sujeito não sabia de nada, como é que no segundo seguinte ele tem tanta certeza de que é caso isolado?


Moral da História?

Essa gente não sabe nem mentir.


Mas peraí. Eu já cheguei à Moral da História? Perdoem-me. Fui mais apressado do que deveria. Ainda tenho mais umas coisinhas a dizer. Quem não tiver muita paciência, pode mudar de canal, isto é, pode mudar de blog, que no próximo post eu repito o que vocês não leram abaixo e vocês não vão nem perceber...

Brincadeira.

Eu só queria dizer que, em relação às fortes chuvas que assolaram Santa Catarina, não poderíamos ter feito nada (estou falando de conter a chuva e, não, de ter feito esta ou aquela obra, entendam bem), mas, no que dependeu só da ajuda das pessoas, ficamos devendo feio. Roubamos até os necessitados. Nesse ritmo, como eu disse, vamos acabar roubando até mendigo pelado.

Mas entenda bem: pelado é o mendigo e, não, nós.

Enfim, em vez de acreditarmos ingenuamente que foi caso isolado, podemos pelo menos acreditar que a maioria está lá para ajudar.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Azeite, Vinhos, Panetones, Papais Noéis Embriagados e Bacalhau

Como o título acima já resume, é Natal.

Ou quase. Mas...

Ainda é cedo? Talvez. Pode ser.

De qualquer modo, um homem deve fazer o que um homem deve fazer. E às vezes é melhor a gente se antecipar. Sempre me lembro do que Dom João disse ao filho: "Põe essa coroa na tua cabeça antes que algum aventureiro o faça." E o resto já sabemos: Dom Pedro I proclamou a independência e assumiu o trono, para a infelicidade dos aventureiros de plantão.

Sendo assim, também quero me antecipar, de modo que outro blogueiro não saia na frente. O Natal está chegando e, antes que comecem a aparecer aquelas mensagens de fim de ano nos blogs do mundo inteiro, escreverei a minha, que, se não for a mais original, ao menos terá sido a primeira do ano.

Pensei em começar a mensagem com algo assim:

"Brasileiros e brasileiras..." mas me lembrei do Sarney e desisti. Depois tentei escrever "Companheiros e companheiras..." mas me lembrei que hoje em dia nem o Lula fala mais assim e também desisti. Em seguida, eu quis dizer "Olha a cocada..." porque sempre chama a atenção, mas aqui não há cocada nem marmelada, e sssim fiquei com a idéia de escrever a mensagem de Natal, mas sem idéia nenhuma do que dizer.

Enfim, pensei naqueles velhos chavões, como "Feliz Natal e Próspero Ano Novo!" mas, desejando evitar os clichês, continuei pensando em algo mais original. Até os chineses lá do outro lado do mundo usam essas frases feitas, fabricando aqueles enfeites natalinos de 1,99 com os dizeres "Merry Christmas," e nós, que não somos americanos nem chineses, compramos esses enfeites como parte que somos deste mundo globalizado.

Desse modo, não conheço mensagem de Natal mais universal do que o velho e bom "Merry Christmas," que pouca gente sabe o que significa, mas que todo mundo já viu pelo menos uma vez na vida. Para muita gente, essa expressão "Merry Christmas" é como chinês, principalmente para aqueles que nasceram no tempo em que se ensinava Francês nas escolas, o que não significa que os chineses lá do outro lado do mundo entendam o que tal expressão queira dizer.

E, para ir mais longe um pouco na questão, já notou que hoje em dia nem mesmos os americanos usam com muita freqüência o adjetivo "merry"? Talvez até mesmo eles, os yankees, só estejam acostumados com esse adjetivo na expressão "Merry Xmas," assim como nós, que só a vemos uma vez por ano e olhe lá.

Portanto, amigos e amigas de blog e internet, eu lhes desejo "Merry Xmas, Coca-cola e muito... rock n' roll?"

É, pode ser. Os yanques já nos venceram culturalmente mesmo, fazer o quê?

Mas, quanto à mensagem, ficou bom; dá pro gasto.

Dá pro gasto e ainda sobra pra comprar aquele enfeite de 1,99 feito na China.

Desde já, feliz Natal a todos! Incluindo os yankees, é claro!

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Deus resolve, mas às vezes atrapalha

Antes eles diziam que Deus era brasileiro, mas agora que o Obama venceu as eleições nos EUA, até Deus está mudando de nacionalidade. Claro que Ele não terá de cruzar a fronteira do México com os EUA, como qualquer imigrante ilegal, porque ao menos pra Deus eles concedem um green card fácil, fácil... Afinal, Ele não é qualquer um.

Mas, antes que me perguntem por que estou dizendo isso, direi que é por causa dos últimos acontecimentos pelos quais o Brasil vem passando.

Superamos a alta do pão (quase não morreu nenhum brasileiro, só os muito pobres) quando a Argentina viveu aquela crise dos ruralistas e deixamos de contar com o trigo deles.

E, depois dessa catástrofe, veio outra ainda maior: o horário elitoral gratuito. Mas também sobrevivemos. Só não podíamos comer muito pão pra passar o tempo enquanto os políticos falavam na TV, mas até aí tudo bem. Quem economiza no pão, economiza na manteiga.

E digo mais:

Dos males o menor. Já elegemos quem tínhamos de eleger, substituindo seis por meia dúzia... Pelo menos em Roma havia a política do pão e do circo. Aqui não houve nem uma coisa nem outra: o preço do pão subiu e, quanto ao horário político, covenhamos: aquilo lá não diverte ninguém.

Se César ainda fosse vivo, tinha meu voto. Culpa do Brutus.

Mas, depois de tudo isso, agora enfrentamos o desastre em Santa Catarina. Se eu fosse o Padre Vieira, depois de ter feito o Sermão Pelo Bom Sucesso das Armas de Portugal Contra as de Holanda, eu diria, com o mesmo espírito: "É para isso que demos o nome de santa àquele estado?"

É, seria uma bela paráfrase.

Mas tudo bem, vá lá... ou melhor, não vá, porque as estradas estão horríveis devido às fortes chuvas. Não é boa hora para ir à Santa Catarina, a não ser que você queira levar ajuda, mas, mesmo nesse caso, é melhor mandar daqui mesmo, sem ter que ir junto.

E, se Deus quer mesmo se mudar de mala e cuia para os EUA, que pelo menos Ele passe a ter dupla cidadania, meio brasileiro, meio americano.




Moral da História:


Com Deus nos EUA, não vai ter mais Catrina lá. Em compensação, Santa Catarina tá bombando aqui...

Ajudem!

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Superando a la crisis

Sí, miré hacia los cielos antes de salir de casa y dije a mí mismo que no llovería, y ahora me ha resultado que está lloviendo!

De hecho, no tengo vocación para vidente o brujo y, como la lluvia no parece que va a acabarse temprano, y como no me atrevo a hacer una nueva previsión del tiempo, por no ser yo tampoco meteorólogo, aprovecho y atualiazo este blog.

Mientras la lluvia se cae de los cielos, me imagino algunas formas de ganar dinero. Una de ellas es crear la empresa de agua mineral "Agua de Dios", sencillamente por captarse el agua de la lluvia y embotellarla para consumo.

Es obvio que 10% de todas las ganancias serían remitidas a Dios, porque de todos modos es Él quien me mandaría el agua. Y, si el lector de este blog me pregunta cómo yo Le entregaría el dinero, entonces respondo que sería muy simple:

Echo todo el dinero de la ganacia hacia lo alto, y lo que Dios fuere capaz de coger para Sí, eso es Suyo, y lo que caerse de vuelta es mío.

Confío en Dios. Él no cogerá más que Sus 10%.

Sólo no me imaginé aún una forma de conseguir las botellas para el agua de modo gratuito. És sólo lo que espero para empezar la empresa. Si algún de los lectores tuviere algunas botellas vacías, que entre en contacto y por supuesto podremos empezar una sociedad.

Y, después de mucha lluvia, la única cosa que pediré a Dios será que vengan muchos días soleados, para que la gente tenga sed y compre nuestra agua mineral, es claro.

Desde ya, hago la propaganda:

Agua mineral "agua de Dios":
no hace mal, ni a tí ni a los tíos!

Comprala!
.......................................................................................


Bueno, parece que la lluvia ya se está acabando.... Ahora me voy.

Hasta ahora!

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Obama versus MacCain

Sim, este blog voltou a respirar.

Não morremos!

Mas, nesse meio-tempo, o que aconteceu de interessante? Tudo. Ou nada. Depende do ponto de vista!

Vejamos.

Tivemos as eleições, o que não é ruim; mas, em compensação, tivemos o horário político, que geralmente é péssimo. Será que ninguém se cansa de dizer as mesmas velhas mentiras de sempre? Será que todos (ou quase todos, façamos justiça) além de mentirosos não têm criatividade? Eu até me deixo enganar, só peço que me enganem direito! Pelo menos isso!

Além do mais, o que um político promete, outro promete igual! Desse modo, como os eleitores vão escolher o seu candidato? Até o Obama entrou nessa:

MacCain: "Eu prometo isso..."
Obama: "Você promente? Ah, então eu prometo também!"

Pois é. Parece que político é tudo igual.

O mais curioso de tudo, é que votamos por carisma. Mas desde quando carisma é sinônimo de competência?

Se um candidato tem a solução para a crise econômica e aparece na TV para explicar isso ao povo, quem é, dentre o povo, que entende de Econômia para dar-lhe razão ou não? Pode ser a melhor idéia do mundo, a solução para a crise, mas se o candidato não tiver carisma...

Esquece.

Para ser eleito, faça um curso de Teatro e aprenda a sorrir. Assim se ganha mais votos.

Do horário político, só se aprovreita mesmo aqueles candidatos que, de tão ridículos, nos fazem rir. Ah, que saudade do Enéias! Não é que ele fosse um bobo, mas ele não tinha carisma. De que adiantava ele dizer que algo estava claro como líquor se a maioria dos eleitores não sabe que líquor é uma substância clara encontrada na medula?

Pois é. Nem todos os eleitores fizeram Medicina.

Só dão pena mesmo aqueles candidatos que lêem no visor o que querem dizer para as câmaras, lendo de um jeito tão artificial que parecem que ainda estão (ou estão mesmo?) aprendendo a ler e a escrever agora:

"Eu... quê... rí... ááá... pêêê... dí... hôô sêu-ú vóó... tô pur... quê hêu..."

Deixa pra lá, nesse ritmo não termino de escrever este texto hoje.

Mas, para não deixar de falar da eleição nos EUA, em quem você vai votar? Ah, no Obama? E você já transferiu seu título para os EUA?

Pois é. Tem gente que não vota aqui, porque vota em branco ou nulo, e quer votar lá.

Votar no Obama, é claro.

Mas, como eu já tinha dito, carisma é sinônimo de competência?

Pois é. O Obama me parece aquele típico malandro: promete de tudo a todo mundo só pra agradar e conseguir algo em troca, mas e depois de eleito? Hummm... Acho que depois de eleito é a hora de ele agradar a si mesmo, não acham?


Moral da História:

Este blog não morreu. Só ficamos um pouco apatetados com os absurdos do horário político e agora estamos de volta.

Amém.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

España

No puedo dejar de notar el considerable número de españoles que visitan este blog. Por eso, he decidido escribir también en la lengua de Cervantes (o mejor, en un español no tan antiguo así) de modo que los hispanohablantes del otro lado del mar también puedan leer este blog.

No sé si en España hay el portuñol que hay por aquí, esta mezcla de portugués y español en que uno, no sabiendo hablar ninguna de estas dos lenguas, habla las dos al mismo tiempo y todos se entienden por milagro. O por lo menos piensan que se entienden, hasta que toman una calle errada en pos pedir información en ese idioma que no es sino un medio termo, un improviso; y que a veces, tras no llevar a lugar ninguno, nos lleva al lugar errado.

Pero no es ese idioma que emplearé al escribir, de modo que podamos entendernos sin equívocos. O escribiré en portugués o en castellano, sin mezclas de ninguna especie, a no ser que yo me equivoque, es claro.

Y, si este blog también pasare a recibir muchas visitas de los europeos, sólo espero no contribuir para aquella vieja legenda de que en Brasil se habla español y que la capital del país es Buenos Aires.

Además, éste es un intento de transformar esta página en un blog bilingüe, y no en una torre de Babel.



Moral da Historia

La capital de Brasil es Brasília y no Rio de Janeiro o Bahia. Pero, como dicen los portugueses, aquí no hablamos portugués…

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Deus resolve... Será?

Fiz as contas e decidi que este blog deve continuar.

Algumas pessoas realmente se queixaram ao ver que suas cidades não aparecem na lista de cidades abduzidas, no post anterior.

Culpa do satélite, certamente.

Mas, mesmo em época de campanha eleitoral, podendo aproveitar a popularidade deste blog, não vou me candidatar. Se as mais de duas mil visitas que aparecem no contador de acessos fossem convertidas em votos, eu já poderia me considerar eleito como vereador em uma cidade de porte médio, ou me eleger prefeito em uma cidadezinha do interior.

E, se alguém falar que o contador de acessos também leva em conta as minhas entradas neste blog, direi que, diante da urna, um candidato também pode votar em si mesmo. E, pensando bem, creio que todos façam isso. Mas, como toda regra tem a sua exceção, houve um candidato que só recebeu um voto e provavelmente houve briga em casa, porque, se ele tinha votado em si mesmo, em quem a esposa dele tinha votado?

Mas não, não pretendo entrar na política, nem quero fundar o PH (o Partido dos Honestos), se bem que, se a maioria dos políticos é cara de pau, havería muitos políticos no PH, incluindo os desonestos.

Realmente, não daria certo.

Deixemos o PH pra lá.

Além do mais, os políticos costumam roubar muito e ter contas bancárias na Suíca; e eu, que não tenho esse hábito, só tenho mesmo os dois bolsos da calça para pôr o meu dinheiro. Para mim basta.

Tampouco vou fundar uma igreja. Acho que as que já existem no mundo dão conta do recado (ao menos elas atendem 100% dos fiéis, ainda que não atendam sequer a 1% dos ateus).

Enfim, não pretendo tirar vantagem deste blog. Não farei concorrência com os políticos nem com as igrejas já existentes. Deus há de me entender e os políticos (ateus ou não) levantarão as mãos para o Céu, ainda que logo em seguida tenham de baixá-las, voltando a roubalheira...



Moral da história?

Só pobre pode dizer que rouba por necessidade. Um deputado (que recebe um fortuna por mês) só pode mesmo dizer que rouba por vocação, vício ou esporte.

E que Deus nos livre dos políticos desonestos, ou que pelo menos Ele acabe com a guerra no Iraque, o que for possível ou mais fácil pra Ele.

E, se alguém disser que pra Deus nada é impossível, é claro que eu acredito; mas, no caso da política brasileira, eu sou que nem São Tomé: quero ver pra crer.

Amém.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Aberto para balanço

Resolvi clicar no FEEDJIT e fazer um balanço deste blog. É claro que se eu fosse fazer cálculos puramente financeiros, o saldo seria negativo, porque aqui neste blog não entram (ou pelo menos não entraram até hoje) doações em dinheiro, de modo que eu só tenho gastos com ele, desembolsando alguns centavos (e até mesmo alguns Reais) toda vez que entro na Net.

Mas a contabilidade que farei envolve você (isso mesmo, envolve você, que visita o nosso velho e bom blog, e digo nosso porque ele deixa de ser meu para ser de todos quando outros blogueiros entram aqui e deixam seus comentários, ou quando eles simplesmente entram mudos e saem calados, isto é, quando não comentam, o que também me deixa feliz, é claro).

Pois bem! Clicando em Options e em seguida em Live Traffic Map, no Live Traffic Feed (que é um serviço 100% grátis do FEEDJIT), descobri que os blogueiros que visitam o ON THE THINKING são, proporcionalmente, dos seguintes países:

BRASIL, [81%]
PORTUGAL, [10%]
ESPANHA, [6%]
CHILE, [2%]

Sendo assim, somando todos os números, sobra 1% de leitores de outros países de que eu não faço idéia de onde possam ser, porque eles não aparecem no FEEDJIT, mas são igualmente bem vindos aqui.

Abaixo, uma lista das principais cidades em que há leitores do ON THE THINKING no Brasil e no mundo:

CHILE
Santiago

ESPANHA
Barcelona [Catalunha]
Granollers [Catalunha]
Logroño [La Rioja]

PORTUGAL
Lisboa
Aveiro
Vila Nova de Gaia
Guimarães [Braga]
Funchal [Ilha da Madeira]


BRASIL [estados em ordem analfabética, isto é, à moda caramba mesmo, ou melhor, os estados estão como aparecem no mapa, começando do Sul para o Norte e acompanhando sempre o litoral, que era pra não me perder, ou seja: Se o Brasil começou na Bahia e foi descendo pro Sul, eu fiz o contrário, só pra contrariar, é claro]

RIO GRANDE DO SUL [7 cidades abduzidas]
Pelotas
Viamão
Porto Alegre
Canoas
Esteio
Cachoeira do Sul
Canela

SANTA CATARINA [4 cidades abduzidas]
Florianópolis
Camboriú
Blumenau
Joinville

PARANÁ [5 cidades abduzidas]
Bituruna
Curitiba
Ponta Grossa
Mamborê
Porecatu

SÃO PAULO [7 cidades abduzidas]
Santos
São Paulo
Jundiaí
Americana
Saltinho
Suzano
Macatuba

RIO DE JANEIRO [6 cidades abduzidas]
Campos dos Goytacazes
Barra Mansa
Rio de Janeiro
Duque de Caxias
São Gonçalo
Niterói

MINAS GERAIS [1 cidade abduzida]
Belo Horizonte

ESPÍRITO SANTO [1 cidade abduzida]
Itaguaçu

BAHIA [1 cidade abduzida]
Salvador

PERNAMBUCO [3 cidades abduzidas]
Recife
Olinda
Paulista

CEARÁ [1 cidade abduzida]
Fortaleza

AMAZONAS [1 cidade abduzida]
Manaus

DISTRITO FEDERAL [1 cidade abduzida]
Brasília

P.S. – Se sua cidade não aparece na lista, queixe-se através de um comentário. Se ela aparece, comente do mesmo jeito!

Até.



Moral da História

É gente à beça! Não sei se fundo uma igreja ou se abro um partido político! Em breve o ON THE THINKING terá dominado o mundo, e antes de o Pink e o Cérebro conseguirem isso! Mantenham-se fiéis a este blog, porque a hora está próxima! Já conquistamos as principais cidades brasileiras, a capital do Chile e parte da Europa!

Quando o mundo estiver 100% conquistado, haverá a distribuição de cargos e salários aos fiéis leitores deste blog, é claro!

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Queria entender

Por aqui anda choveno desde uns dias.

Sei que chove em todos os lugares do mundo (exceto na maioria dos desertos e na Antártida, onde a chuva vem sob a forma de picolé). Mas o que eu quero dizer, é:

Ontem fui a uma loja de informática (a segunda, porque na primeira tinha mas havia acabado) comprar cartuchos de tinta para minha impressora, uma daquelas !PX1300 (é, essa mesmo, cuja a tinta é quase o preço da impressora), e entrei numa loja em que, depois de fachar a porta, comecei a suar debaixo da roupa de frio. Lá fora deveria fazer uns 15 graus e dentro da loja, uns 30!

Não, não havia aquecedor. Eles simplesmente fechavam todas as portas e janelas e o calor humano (literalmente) aquecia o ambiente.

Senti tanto calor ali, sem poder tirar o casaco, que mesmo no dia seguinte nao deixei de fazer a barba. É, deve ter sido em conseqüência do dia anterior. Creio que os psicólogos chamem isso de trauma ou reação pós-traumática...

O pior de tudo é que demorei lá, porque a única atendente que eu vi já estava ocupada atendendo a um cliente e falando com não-sei-quem ao celular. Para não perder tempo, simplesmente tirei do bolso a embalagem vazia do cartucho antigo e, sem dizer nada, mas sorrindo na esperança de uma resposta, lhe mostrei a embalagem vazia.

Me senti Vasco da Gama em sua viagem para as Índias, quando parou na costa africana e capturou um nativo. Como ninguém falava a língua daquele aborígene, os portugueses foram colocando diante dele ouro, canela e outras especiarias, de maneira a ver, pela reação do nativo, se aquelas coisas existiam naquela região.

Infelizmente o nativo não reconhecia nada daquilo e foi solto em seguida, e os portugueses seguiram viagem, já que ali não havia nada do interesse deles.

Sendo assim, aquela atendente não precisa deixar de falar ao celular pra me atender. Bastava fazer um gesto com a cabeça, de negação ou afirmação, de modo que eu fosse embora ou esperasse.

Felizmente, havia o tal do cartucho e por um preço em conta. Parece que eu tive mais sorte do que Vasco da Gama e não precisaria ir a uma terceira loja.

Minutos depois, entretanto, ouço o som de descarga (não, não era descarga de arquivos, já que ali era uma loja de informática e havia vários computadores, inclusive um sobre o balcão). E eis que surge a menina que me atenderia.

Preciso dizer que ela estava cagando? A julgar pelos minutos que ela passou ausente, eu não apostaria em outra coisa.

O curioso é que o barulho da descarga mal havia começado e ela já estava saindo do banheiro. Das duas, uma: ou ela não lavou as mãos, ou ela lavou primeiro e deu a descarga depois!

Mas não descarto a segunda hipótese, há gente de todo tipo no mundo.

E, quando eu finalmente ia saindo: Ei, espere. Tem a nota.

Esperei.

Esperei e suei mais um pouco.

E hoje, andando pelas ruas sem guarda-chuva, procurando passar debaixo das marquises, descbri uma coisa muito curiosa: as pessoas de guarda-chuva insistiam em andar sob as marquises, e as pessoas sem guarda-chuva ou sombrinha acabavam andando na chuva mesmo.

Muito, muito curioso. Não podia ser o contrário?



Moral da história

Se vai andar sob as marquises usando guarda-chuva, pelo menos feche-o! É muito, muito mais prático!

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Aqui o buraco negro é mais embaixo

Pois é!

Os testes com o acelerador de partículas deram errado e o mundo não acabou! A prova disso é que estamos todos mais ou menos vivos como sempre, uns mais do que os outros, é claro!

Os pobres continuam morrendo de fome, os ricos continuam comendo pouco e vivendo muito, a guerra no Iraque continua seguindo em frente, sem ir nem vir, e nada muda. E, como já disse o Millôr, se os ricos pudessem inventar um lâmpada que só iluminasse aos ricos, então não tenha dúvida: os pobres estariam vivendo no escuro hoje em dia!

Só fico com pena da menina que se suicidou na Índia, com medo das notícias sobre o fim do mundo, isto é, com medo da possibilidade de a experiência com o acelarador de partículas criar um buraco negro capaz de engolir a terra. Se ela estivesse viva, teria visto que se matou à toa, porque o mundo não acabou. Tudo continua igual.

Mas não precisamos sentir muita pena dessa menina. E eu explico: É que morrer na Índia é diferente de morrer em outros lugares. Na Índia eles reencarnam e não morrem de verade. A essa altura, aquela menina já deve ter encarnado de novo, pela enésima vez. Mas, se o mundo ia mesmo acabar como ela acreditava, ela ia reencarnar pra continuar vivendo em qual mundo afinal?!

Neste?!

O.K. Ela devia estar muito nervosa e não deve ter pensado nesse pequeno detalhe.

Mas, seja como for, talvez agora ela tenha retornado ao mundo como um homem, como um grilo ou como um bezerro.

É que lá na Índia eles podem voltar à Terra tanto sob a forma humana quanto sob a forma de animais ou de insetos. Entendeu agora por que eles não comem vaca? Pode ser algum parente ou amigo reencarnado. E, se for um bezerro recém-nascido, pode ser até mesmo aquela menina que se suicidou com medo de buracos negros e das lorotas da Imprensa.

Mas no Brasil, se você é cristão, não adianta se suicidar: você vai direto pro inferno dizer oi pro capeta, que é pra onde vão os suicidas segundo a Igreja. Não tem essa de querer escapar das coisas através do suicídio. Quer se matar para ir logo pro Céu? Nem pensar. Não funciona. Aqui as regras são outras e o buraco é mais embaixo.

Vai ver é por isso que ninguém se matou por aqui ao saber dessa história toda, e preferiu pagar pra ver. Pois é. Parece que no Brasil o buraco negro é mais embaixo...



Moral da história?

É. Suicídio na Índia é outra coisa. Eu só me mato se for na Índia.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Blogger Substitutêitor Tabajara

Eu, o Seu Creysson, é ki vô izkrever o têstio de ôgi, em portuguez castício!
Você ki num tem o ki fazê, ki pâcia o dumínguio bebêndio guaranalho antáchica, vêndio o Fantáchico, entrândio em blôguio duzôtrio, pra paçalho o têmpio, agora pode vizitalho este aki, ler os têstios ki eu, o Seu Creysson, vô izkrever na ausência do dônio deste blôguio!
Vô ser o primeiro blogueiro banguela da Internétia!
Não, não! Não entendam errádio! O dônio deste blôguio não morreu, êlhu só tirou um diskâncio!
Mas, ci "tirou", como ki êlhu pode tá vívio? Ci tirou, matou-lho!
Seu Creysson na Internétia, você só encôntria aki!
Moral da história?
Ih, tem ki ter moral da história? Dêcha díssio! Ece negóçulho de moral é antíguio! Fica sêndio um blôguio sem moral mêsmio, sem caráter, sem vergonha, ki já tá bom até dimais!

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Crônica: "O Mendigo e o Apito"

São dez e meia da manhã, e eu sei que, quando tiver postado o texto de hoje, o relógio do blog estará marcando outra hora, mas não a real.

E já notei isso em outros blogs. Entretanto, não é este o assunto de hoje, nem o de amanhã. Hoje vou falar de população de rua: em outras palavras, de mendigos.

A lan em que estou fica perto de um colégio (local estratégico para qualquer lan house), e não é raro que o trânsito fique lento na rua em frente. Às vezes, há um guarda da Pefeitura para controlar a situação, mas às vezes há um morador de rua que faz esse serviço, com apito e tudo, e não creio que o guarda da Prefeitura faça melhor.

E sim: eu disse morador de rua pra não dizer mendigo ou indigente, ou palavra pior. E as piores são aquelas que começam com f... É o termo politicamente correto, ou o termo que exige mais esforço pra ser pronunciado, porque é o mais comprido. Você diz três palavras quando poderia dizer apenas uma. Faça as contas:

Morador + de + rua (três palavras) = Mendigo (uma palavra só) = Economia verbal (você economiza duas palavras e ganha fôlego para dizer o resto do frase. Muito útil, principalmente em se tratando de asmáticos e de gagos).

Mas, ouvindo os apitos que ele dá, imagino que ele não fume, ou não teria pulmões de aço para incomodar tanta gente, apitando sem parar para os carros, que, nos engarrafamentos, só podem parar e ouvir.

Ou fechar os vidros, em último caso.

E já começo a pensar que aquilo que nos alimenta de verdade não é feijão e arroz, mas cachaça, porque se não dou a esse mendigo o vício do tabaco, dou-lhe o vício da bebida. É o que aparenta. Ele deve beber pinga como quem bebe água, e, pensando bem, só de olhar não há diferença entre elas, a cachaça e a água, porque é tudo igual para os olhos.

A não ser que seja aquela cachaça amarela.

Mas, sendo assim, sem que entremos em maiores explicações sobre o fantástico mundo da pinga, vamos dar um desconto ao mendigo, porque as aparências enganam e este pode ser o caso. Ele pode estar bebendo pinga pensando que é água e, se for daquela cachaça amarela, ele pode estar pensando que é água suja e beber assim mesmo, porque, como sabemos, mendigos não compram água mineral, e apitar seca a garganta.

Mas, quanto ao trânsito, até que ele faz um bom serviço. Talvez seja porque ele faz isso por gosto (ainda que seja o gosto de incomodar os motoristas com aqueles apitaços ininterruptos), mas, em todo caso, se ele faz aquilo sem receber salário, então deve ser por prazer.

Por prazer ou por fama, porque agora ele está imortalizado neste blog (que será imortal enquanto dure, ou enquanto haja leitores). E, se este texto alcançar pelo menos 30 coments, eu até trago o mendigo aqui na lan pra ele ver os comentários do pessoal.

Só não ofereço pinga, é claro.



Moral da história?

Beba e seja feliz. E, se você tiver um apito, não se acanhe.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Círculo Vicioso vicia?

Acabaram-se as Olimpíadas e voltamos para casa com três medalhas de ouro, e deixamos a China lá do outro lado do mundo, onde ela sempre esteve, e tudo começa a voltar ao normal, principalmente a programação da tv!

Agora, até que a China domine o mundo nas próximas décadas e tome o lugar dos EUA, não precisaremos mais nos preocupar com ela! Tudo volta ao status quo da era pré-Olimpídas, quando os canais de tv ainda não passavam todos aqueles documentários sobre o país do 1,99 e podíamos ver de tudo na tv, menos chineses no horário nobre, como se a China só tivesse sido descoberta dias antes da abertura dos jogos!

Na verdade, a China sempre esteve lá há milênios, e ninguém tinha todo esse interesse por ela, muito menos o povão, acostumado às novelas mexicanas do SBT, ao Faustão da Globo e ao pagode das rádios AM e FM, é claro.

O povão assistia àquelas reportagens sobre as famosas louças chinesas da Distania Ming, enquanto tomava o seu velho e bom café nos velhos e bons copos de geléia de mocotó Imbasa, e achava tudo normal só por causa da China, isto é, só porque a China estava na moda por causa das Olimpíadas!

Mas agora tudo volta o nomal, e o povão volta dizer (como sempre) que tomar café na xícara é frescura, e até as grávidas já não têm mais aquele desejo de comer bolinho de arroz a todo momento, porque a tv já deixou de influenciá-las e o carro da pamonha já vem dobrando a esquina.

Mas pensemos no futuro: as próximas Olímpiadas serão num país mais perto, porque, se antes tínhamos que andar um mundo inteiro pra chegar à China, pelo menos agora pra chegar à Inglaterra teremos que andar só meio-mundo! De fato é mais perto, mas em compensação ainda temos que ir de avião pra chegar lá.

Bem que as Olimpíadas de 2016 podiam ser aqui no Brasil. Assim pelo menos poderíamos ir a pé paras Olimpíadas ou, em último caso, de bicicleta, jumento, carroça ou ônibus!

E outra vantagem sobre os jogos em Londres: eles, os ingleses, falam uma língua que já conhecemos ou com a qual já estamos acostumados. Todo mundo ouve música em inglês nas rádios e vê filmes legendados no cinema. Portanto, para nós, ir às Inglaterra nas próximas Olimpíadas será como estar em casa, só que sem as legendas, é claro.


Moral da Historia?

Daqui a quatro anos começa tudo de novo.


PS. - Vi o Dr. House fazer uma participação no filme de Tela Quente de ontem (aquele filme que se passa no deserto e ninguém se importa de ficar no sol, com alguns personagens vestindo até duas camisas naquele calor do deserto, uma por cima da outra), e hoje de tarde no Universal Movies ele estava lá, sem nenhum bronzeado.

Até.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Plantação de fumo na China

Nunca fomos tão longe a troco de tão pouco! Fomos até a China buscar o ouro e por enquanto só estamos levando fumo!

Eu já começo a achar que o Brasil deveria ter levado algum alquimista para a China, porque ao menos eles sabem transformar qualquer metal em ouro (inclusive a prata e o bronze). Quanto a transformar fumo em ouro, eu já não sei se os alquimistas conseguem...

Fumo não é metal.

Só não entendo por que investimos tão pouco em novos talentos, renovando o staff olímpico pouco a pouco e olhe lá. Já notaram que os atletas brasileiros são sempre os mesmos?

Será que eles são sempre os melhores a cada olimpíada? Claro que não! O que acontece é que não investimos em novos talentos, e eles vão surgindo e sendo desperdiçados, abandonando o esporte. Os atletas atuais parecem ter assumido algum cargo vitalício e provavelmente nós os veremos nas próximas olimpíadas.

Eles são poucos e ocupam os poucos lugares destinados aos atletas de alto nível. Se investíssemos mais em atletas de base, haveria um maior número de atletas para serem selecionados (e quanto mais atletas temos para selecionar, mais podemos escolher os melhores).

Mas só nos preocuparemos com novos atletas de ponta para enviar às olimpíadas quando os atuais deixarem o mundo do esporte, e da noite para o dia veremos novos rostos na TV, disputando provas no exterior.

Nem parece que os Brasil tem 180.000.000 de habitantes de onde podemos selecionar bons atletas e em grande número! Países com populações bem menores conseguem selecionar atletas mais facilmente e ganhar mais medalhas que nós! Não é à toa.

Se vamos mal nas olimpíadas, não é no campo esportivo que estamos devendo alguma coisa, mas no campo organizacional. Não plantamos ontem e por isso não estamos colhendo hoje.

Ou melhor, plantamos pouco e não tivemos grandes preocupações a longo prazo e parece que só voltaremos a plantar quando a atual árvore de atletas secar.

Mas afinal... o que é que eu tenho a ver com isso? Sou só mais um brasileiro indignado. Mas vejamos o lado bom da coisa: ao menos os fumantes podem se alegrar com essa olimpíada: estamos levando fumo e mais fumo! Ouro que é bom, nada.

Ou ganhamos algum ouro enquanto eu escrevia este texto? Hum, vou lá ver.



Moral da história?

Quem fez por onde ganhou um monte de medalhas.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Pra não dizer que não falei da China

Fica lá do outro lado do mundo, mas agora perece mais perto do que nunca. De repente todo mundo (ou melhor, todos os canais de TV) lembraram que a China existe e começaram a fazer reportagens sobre aquele país.

Agora até peido de chinês rende um Globo Repórter inteiro!

A China tá na moda e, enquanto as Olimpíadas não acabarem, ela vai continuar em horário nobre em todos os canais. Não dá para fugir da China. Em outras palavras: se ficar a China pega, e se correr...

Já descobrimos (ou melhor, já nos obrigaram a descobrir) :

1) que chinês não faz fila;
2) que chinês não faz (ou pelo menos não pode fazer) mais de um filho (ou seriam dois?);
3) que eles gospem no chão e que isso, para eles, não é falta de educação;
4) que o macarrão, a pólvora e a bússula foram inventados por eles;
5) que lá se fala chinês;
6) que lá não se fala chinês (porque o que chamamos de chinês é o que eles chamam de mandarim);
7) que eles comem escorpião, grilo, gafanhoto & Cia, de preferência fritos naquele óleo escuro de 100 dias atrás, e que nós aqui não comemos nem espinafre, porque temos nojo;
8) que os maiores fabricantes de produtos de 1,99 do mundo são os chineses;
9) que banheiro público na China não tem privada, isto é, não há onde se sentar e você tem que fazer tudo de pé, mesmo que você seja uma mulher, porque só há uma valeta no lugar da privada e tudo vai escorrendo por ali, passando por debaixo dos outros toilettes (sim, há divisões para que um chinês não veja o outro cagando, mas a valeta, que é uma só, passa por debaixo de todas essas divisões e segue ao infinito, como diria meu professor de Matemática, que aliás nunca esteve na China);
10) etc.

Enfim, já nos contaram a História daquele país desde o início dos tempos até hoje, já fizeram projeções do que será a China nas próximas décadas, etc. Se nos falarem mais uma vírgula sobre a China, vamos pensar até que somos chineses! É quase uma lavagem cerebral. Sem dó nem piedade.

E você pensando que era duro estudar História do Brasil (que tem só uns 500 anos), enquanto a da China tem milênios.

Pelo menos a nossa História é mais engraçada que a deles, tem mais trapalhadas e coisas pra rir (ou pelo menos eu acho. Eu teria que saber melhor a História do Brasil pra comparar, porque a da China já sei de cor e salteado, devido às Olimpíadas). E, de quebra, eles ainda falam do Tibet (não, não diga Tibéti; diga apenas Tibé, ô manéti!).

Só fico pensando numa coisa: Se todo mundo fosse culto e já conhecesse a História daquele país muito bem, o que os canais de TV estariam passando agora?



Moral da história

A China tava lá quietinha no canto dela, até que vieram as Olimpíadas e esfregaram a China na cara do resto do mundo. Agora nem consulto mais o guia de TV pra saber o que tá passando em cada horário da programação. É sempre China, China e China...

Meu único medo é que a chinomania pegue e a gente acabe copiando aqueles banheiros públicos que não têm assento. Bem, eu sou homem. Pelo menos o número 1 eu faço de pé...

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

E não é que é?

A Ulli voltou de férias e também voltou a postar no blog dela.

Boa notícia.

E acabo de ler o que ela escreveu lá. Ela, que havia prometido contar todos os pormenores de sua incursão pela selva (eu disse selva? O.K. Não exageremos. Não era a selva; era a roça)...

Mas, como eu ia dizendo, ela não falou da roça, mas da cidade onde vive.

A Ulli mora num bairro chamado Jockey, mas o que o você vê correndo livre e solto pelas ruas não são cavalos, nem a egüinha pocotó, porém porcos. E, como não são os três porquinhos, aquilo lá não parece ter a menor graça pra ela.

Mas, embora os porcos sejam os donos do pedaço, o bairro tem o nome de Jockey. Claro que deve haver uma boa justificativa para que aquele bairro se chame Jockey e não Toicinho, ou Pigland, ou qualquer nome equivalente. Mas quem é que vai dar essa explicação? Eu não vou. Você vai?

Não, não... Esse blog não veio para explicar; veio para confundir. Aceitemos os fatos.

Mas agora deixemos de pensar com a cabeça da Ulli e pensemos com a minha.

Quer dizer que há porcos perambulando pelas ruas de lá, isto é, há comida grátis à solta nas ruas? Eu não me queixaria. Posso não saber fazer presunto, mas não deve ser difícil esquartejar um porco.

Shakespeare, que era um gênio, esquartejava porcos. Tá lá na biografia dele (ou pelo menos nas boas biografias a respeito dele). Mas não creio que seja preciso ser um gênio para abrir um porco.

E...

Agora fiquei em dúvida: Será que além de suínos não haveria cavalos no bairro da Ulli, pra justificar o nome do bairro? Se houvesse e eu vivesse lá, roubava um leitão e fugia a galope (isto é, roubava um cavalo pra fugir com o porquinho roubado). Ninguém me pegava!

Haha! Vai que aqueles porcos, embora soltos na rua, têm dono?

Pois é, eu fugia a cavalo e depois enchia a pança. Eu fazia que nem Shakespeare provavelmente fazia na cidadezinha dele... Hum? O quê? Eu não contei que ele também tinha fama de ladrão de cavalos, lá em Stratford-on-Avon? Pois é, tá lá naquela biografia dele.

Tá sim.


Moral da história?

A Ulli voltou a postar e eu fiquei com vontade de comer presunto.

Até.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Rolhas de borracha

Este blog realmente está dando no couro, com o perdão da expressão chula, e fico contente em ver comentários de blogueiros de várias partes do Brasil e até do exterior.

Blogueiros de países de primeiro mundo (como Portugal, Espanha e Rio Grande do Sul) já deixaram comentários aqui.

Rio Grande do Sul e Portugal, como sabemos, são países que falam português e têm algo em comum que vai além da língua (porque passa por ela e chega ao estômago): estou falando de um maior consumo de vinho.

Nós, que vivemos num país tropical (ao contrário dos gaúchos), produzimos e bebemos menos vinho, ainda que haja produtores dessa bebida até na Bahia, que por sua vez é outro país também, onde se bebe de tudo a toda hora o ano inteiro, porque lá é sempre carnaval e você não precisa consultar o calendário...

Aqui, nos trópicos, parece que a cerveja cai melhor. Mas eu, da minha parte, finjo que faz frio todos os dias e não deixo para beber amanhã o que posso beber hoje (senão acumula e não dou conta), nem espero pelo inverno, essa invenção de Deus que ainda não chegou ao Rio de Janeiro.

Explico.

Aqui em Angra, estado do Rio, ou faz calor e sol ou faz calor e chove. Não há muitas variantes...

Mas, ainda sobre vinhos, uma vez eu havia aberto uma garrafa (de vinho, é claro) e notei que a rolha tinha algo de diferente, porque não era feita de cortiça, e descobri que era feita de borracha. Fiquei horrorizado. Todas as rolhas que eu tinha visto até então eram de cortiça, isto é, eram feitas da casca do sobreiro...

O sobreiro (como todos sabem) é aquela árvore de onde eles tiram a cortiça. É bem simples. Você só pode fazer isso numa determinada estação do ano e, depois de tirar a casca dessa árvore e submetê-la a certos processos, é só esperar outro período de tempo de uns 9 a 12 anos, até que a casca alcance novamente uma espessura mínima.

Simples assim.

Talvez seja por isso que inventaram a rolha de borracha. O que inventaram depois foi a rolha nenhuma. Isso mesmo. Há vinho por aí com tampa de rosca, feita de metal.

Você se lembra daquele vinho do post anterior? Não havia rolha por debaixo da tampa, nem de borracha nem de cortiça, como suspeitei que houvesse.


Moral da história?

Fiz este texto mais curto que os outros, porque o último tinha ficado extenso demais... Isso assusta algumas pessoas.

Quanto a mim, depois das rolhas de borracha, já não me assusto mais com nada.

;)

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Queijos, Vinhos e "House"

Vi House outra vez hoje.

Na versão dublada, como eu já havia dito alhures (alhures, como todo mundo sabe, significa em outro lugar... Mas, se todo mundo sabe, por que diabos estou explicando isso?!)... Como eu ia dizendo, na versão dublada fica parecendo que House está possuído, porque a voz do dublador não combina com a dor ator...

Mas, na versão legendada, quem disse que tudo parece perfeitamente normal?

O Dr. House é americano, mas o ator que o interpreta é britânico e tem que disfarçar o sotaque. O próprio ator que interpreta House admite que ainda tem que melhorar o soatque americando dele. De qualquer modo, com um fundo de sotaque britânico ou não, é a voz do ator. Pelo menos na versão legendada, que passa à tarde, não fico em dúvida se o protagonista está às voltas com algum espírito ou não.

E, vendo House à tarde, posso dormir mais cedo. (Ou dormir mais tarde ainda, se eu sair para a balada). Além do mais...

Não, não quero continuar. Este post está saindo meio amargo demais. Já comecei fazendo críticas e não quero continuar. Afinal, eu gosto da série e sei que há leitores deste blog que também gostam...

É que eu ainda não bebi o vinho novo que comprei para experimentar. Está guardado e mais cedo ou mais tarde verei um prato que combine com ele. É claro que tenho uma boa idéia do sabor que ele tem, porque é um Cabernet Sauvignon / Merlot e a proporção de cada uma dessas variedades de uva está no rótulo.

Cabernet Sauvignon tem um sabor mais forte que o vinho feito de uvas do tipo Merlot, mas, pela quantidade em que esses dois tipos de uva entram na composição daquele vinho, ele não terá um gosto muito encorpado, o que equivale dizer que ele não servirá para aquela carne gorda do fim de semana, nem para aquele queijo muito forte e fedido do fim do dia...

Sim, nada melhor do que um vinho cheiroso e um queijo fedido. A melhor parte do vinho, diga-se de passagem, é o cheiro. Cada vinho tem um cheiro característico. Quem tem nariz e não está resfriado sabe... Até mesmo porque, quem deveria estar resfriado, é o vinho e não você.

Mas, quanto a queijos fedidos, o rockfort é algo bem forte (tanto no cheiro quanto no gosto), e é fácil reconhecê-lo, por causa de suas manchas azuis. Quem não é chegado a queijos fortes, e fica só no queijo minas do café da tarde ou no queijo mussarela da pizza, deve estar se perguntando Como alguém em sã consciência come um queijo que, de tão podre, já tá fedendo? Mas eu direi que são justamente os fungos que se desenvolvem nos queijos que determinam o gosto que cada queijo terá. E, como sabemos, para que haja fungos é preciso deixar que o queijo envelheça (em outras palavras, deixar que ele vá apodrecendo pouco a pouco). Manchas azuis dão um gosto X ao queijo, manchas Y dão outro gosto e por aí vai...

Até o queijo prato que você come no café da manhã tem aquele gosto próprio porque o deixaram envelhecendo, isto é, apodrecendo até amarelar... Ou você já viu leite amarelo?

Lembre-se de que o queijo vem do leite e que o leite é (ou pelo menos deveria ser) branco. Então queijo fresco tem de ser claro, é branco... quer dizer, tem de ser branco, é claro...

E, para provar que essa catinga forte de queijo podre vale muito, basta lembrar que o preço de um queijo de mofo azul (o rockfort, por exemplo), pode custar de uns R$ 30,00 até uns R$ 60,00 ou muito mais, dependendo do produtor.

Viu? Queijo podre vale mais que queijo fresco; está provado. Sendo assim, agora que eu já contei esse segredo a todo mundo, você já sabe como conseguir dinheiro com aquele queijo minas que você acabou de comprar...

Time is money... e, em se tratando e envelhecer queijos, isso não deixa de ser verdade.

Mas, quanto àquele vinho, vou sair por aí e ver se acho um velho e bom queijo fedido que combine com ele. Se eu voltar a postar um texto mais animado que este de hoje, é porque provavelmente já terei bebido aquele vinho e estarei mais contente (ou meio bêbado, caso eu consuma toda a garrafa se a bebida for realmente excelente)...

Sacred Hill, safra 2006, é o nome da bebida para quem quiser experimentar... É feito logo ali (como dizem os mineiros) na Austrália.

Pois é... logo ali de mineiro é fogo. Não importa a distância, tudo fica logo ali. E tanto faz se são apenas alguns metros ou alguns quilômetros...

(E nao, não citei os mineiros só porque eu estava falando de queijos e só porque um assunto puxa outro).


Moral da história?

Eu tenho que ir. Há um supermercado aqui perto e lá há queijos. Mais tarde, para completar meu dia, talvez eu até dê uma olhada em House, apesar da versão dublada...

Dá tempo.





sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Dr. House

É, realmente este blog não é uma coisa séria, porque ando dizendo umas bobagenzinhas aqui; mas, mesmo assim, ando levando ele a sério. Afinal, se as pessoas vêm aqui e comentam, eu tenho alguma responsabilidade sobre o que escrevo.

Também sei que muitas pessoas visitam o blog e não deixam comentário algum, e sei disso simplesmente por ver o contador de acessos andar. Bem... comentando ou não, fico feliz que haja pessoas entrando aqui e lendo estas minhas bobagenzinhas, que eu digo quando não tenho nada que fazer e o cérebro teima em continuar trabalhando.

Provavelmente as pessoas estão lendo estes posts, a não ser que entrem aqui por engano e saiam sem ler.

Eu engando alguém? Creio que não.

Mas como ele (o cérebro) insiste em dizer apenas gracejos quando me ponho diante do computador, já começo a desconfiar que ele não quer realmente continuar trabalhando e, sim, farrear um pouco, como aquelas pessoas que, depois de um dia de serviço, deixam seus escritórios e vão até esquina para um chopp, para uma conversa informal e, quem sabe, para cantar a garçonete quando já tiverem bebido demais.

E, como ultimamente não tenho ido até o bar da esquina relaxar, sento-me diante da tela do computador como quem se senta diante do balcão do bar e pede um uísque. Não há com quem falar, mas geralmente há o que escrever e, havendo paciência, eu descubro o que as pessoas acharam de minhas besteirinhas quando volto ao blog uns dias depois...

O problema do blog (não deixando de compará-lo àquele bar no final do expediente), é que diante do computar não há nenhuma garçonete para cantar, nem feia nem bonita. Mas já resolvi esse problema, passando a freqüentar umas lan houses. Como há várias aqui pelo centro da cidade, vou de uma em uma, olhando qual delas tem o melhor movimento (isto é, qual delas possui as meninas que me parecem as mais bonitas), e entro naquela que me parece a melhor.

Mas, depois de fazer isso algumas vezes, já é fácil prever qual lan house estará mais cheia em tal horário, e que tipo de gente estará lá por volta de tal hora... O que acontece às vezes é que me concentro demais no texto e não noto se a menina que se sentou a meu lado é bonita ou não, nem costuma haver bebida nas lans daqui e, sendo assim, eu teria que cantar as meninas sem estar bêbedo.

É claro que geralmente faço isso de cara limpa, e faço questão de saber o que estou dizendo e, principalmente, o que farei em seguida... Não, não sou do tipo que bebe para tomar coragem. Sou apenas o tipo que bebe de vez em quando. E ponto. Não me faz falta não haver álcool nas lans.

Pareço um pouco machista dizendo essas coisas? É, realmente pareço um pouco. E devo lembrar que a maioria das visitas que recebo neste blog é de meninas.

Espero que elas me perdoem ou, pelo menos, relevem qualquer besteira que eu tiver dito. Saberei se elas se sentiram ofendidas quando eu voltar aqui outro dia: se houver comentários, como sempre há, então elas terão me desculpado ou relevado as besteiras que eu disse.

É que eu acabei de ver um episódio de House e acho que isso deve ter me influenciado nos minutos seguintes...

Não, não sou o Dr. Lan House (se é que posso fazer esse trocadilho, que, aliás, ficou horrível. Mas deixemos o trocadilho aí; creio que não seja preciso apagar). Acontece que numa lan há pessoas e vozes, movimento e vida, e isso também me faz dar umas voltas pelas ruas, andar um pouco por aí.

E, sobre o seriado, não sei o que as leitoras vão achar, mas a versão legendada me agrada mais. A versão dublada tem alguma coisa errada, ou pelo menos alguma coisa que me incomoda. É que depois de ter me acostumado com o sotaque inglês do protagonista da série, a voz do dublador não parece combinar com a do ator. Fica parecendo que baixou algum espírito no Dr. House e que aquela voz (a voz em português) não é dele, mas de algum exu ou de algum espírito que andava por perto no momento da incorporação.

Eu disse incorporação? Eu realmente não sei qual é o termo. Talvez algum leitor possa me explicar isso mais tarde, em algum comentário. Só tenho uma noção sobre o assunto, depois de ter lido O Xangô de Baker Street, do Jô Soares.

Mas não pensem que escrevo estas besteirinhas por falta do que dizer. É justamente o contrário. Já dizemos tanto coisa séria por aí, que chega o momento de dizermos também alguma palhaçada aqui e ali (e principalmente aqui, que é o melhor lugar que encontrei para dizer as minhas).

Bem... hoje eu só queria lembrá-los da enquete que há neste blog. Algumas pessoas já a descobriram debaixo do contador de acessos e votaram. Quem quiser entender a razão de ela existir, porque até mesmo algumas bobagens têm que fazer algum sentido, então leia o post Absurdos da Vida Urbana.



Moral da história?

Eu só queria lembrar aos leitores que há uma enquete, mais uma bobagenzinha deste blog, e que, por ser deste blog, tampouco é uma coisa séria. Afinal, tenho que manter a linha editorial deste espaço.

Até.

terça-feira, 29 de julho de 2008

Não leiam; é só um desabafo

Criei este blog sem ter segundas intenções, sem colocar minha foto no perfil para que as meninas me vissem e me achassem feio ou bonito, ou então me achassem algum galã (caso eu usasse o photoshop para modificar minhas fotos).

Já vi meninas que na vida real são bonitas, mas que, depois de passarem pelo photoshop, viram a irmã mais nova da Gisele Bündchen: mais alta, mais magra e mais loira.

Também não escrevo muito a sério, ou eu não escreveria como ando escrevendo, pois, para escrever a sério, é preciso não dizer qualquer coisa que lhe venha à cabeça; e eu estaria falando da China e do Tibet, do MST e do PT, do aquecimento global e da Amazônia, como se eu fosse um acadêmico ou como se eu fosse o William Bonner à frente da bancada do Jornal Nacional.

Já há gente fazendo isso. Não quero ser mais um.

Mas agora, que ando pensando mais seriamente sobre este blog, me dei conta de que sou o cara desconhecido, porque não há foto minha aqui, nem os leitores do blog são da cidade onde vivo.

Quem sou? Agora até eu fiquei confuso. Os leitores de fora que me desculpem, mas a única menina de minha cidade que eu conhecia e que tinha blog se mudou há alguns meses e agora vive longe.

Mas, enquanto houver leitores, continuarei escrevendo. Eu escrevo de cá e vocês lêem daí. Façamos este acordo e não assinemos em lugar nenhum. Só não digo que é um acordo de cavalheiros porque 99,9% dos visitantes deste blog não são leitores, mas leitoras.

Pena que não há um photoshop para as besteiras que a gente diz na Internet. Assim a gente escrevia qualquer coisa e depois passava a limpo no photoshop, e, em vez de bobagens, a gente tinha algum texto digno de Machado de Assis ou Rui Barbosa.

Mas não quero me iludir. Se meu blog têm os seus defeitos, isso pelo menos o diferencia dos demais, e assim ele se torna único (como as pessoas reais, que, sendo bonitas ou feias, galãs ou zarolhas, não deixam de ser únicas por terem características próprias, distintas, e que o photoshop só saberia apagar).



Moral da história?

Bah! vou ali ser feliz e já volto. Mas ficarei ainda mais feliz se, quando voltar, houver comentários.

E eles não precisam fazer muito sentido também. Este blog não é uma coisa séria, nem pretende ser. Mas, se for, saibam que terá sido por acaso e queiram me desculpar.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Um texto curto

Para quem vive nos trópicos, lareira lembra inverno, neve sobre os telhados, paisagens brancas lá fora e alguém sentado na sala, com grossas roupas, diante da lareira acesa, o cão de caça deitado aos pés do dono (hum? você não imaginou um cachorro? O.K., não precisamos ir tão longe; este texto pretendia mesmo ser curto).

Mas, para mostar que não entendemos muito de frio e neve, acabei de visitar o flog de uma menina da Argentina (aquele país longínquo que exportava trigo para nós e que agora só exporta notícias da crise deles para os nossos jornais), e, vendo a foto postada recentemente, verfiquei que havia um pequeno ventilador sobre a lareira. Isso mesmo. Um ventilador, símbolo dos países suados que sofrem com o calor, lembrança de dias quentes e de cervejas geladas...

E lá estava ele, o pequeno ventilador, evocando imagens de suor e dias de fogo, de termômetros que marcam 40 graus em março e 50 em julho, quando estão quebrados e a prefeitura não os conserta por um motivo ou por outro.

Nos acostumamos a pensar que os países frios são sempre frios, e que os quentes são sempre escaldantes como uma fornalha, mas nem sempre é assim. Em Roma, por exemplo, a temperatura chega a uns 30 graus no verão, embora caia neve em todo o norte daquele país durante o inverno.

Em Paris, no verão, também faz calor e você pode suar como qualquer cidadão de terceiro mundo, ainda que esteja numa das capitais da Europa.

E assim é em Córdoba, onde vive a menina do flog. No verão há calor e as pessoas não estão de sobretudo, nem fazendo bonecos de neve que nunca derretem, nem pondo a língua pra fora para provar o gosto que tem a neve, soboreando flocos de gelo que caem do céu como caiu o maná há milênios no deserto...

Hum? O que tem a ver o maná com flocos de neve? Ora, você não pode guardá-los para o dia seguinte ou para a estação seguinte... Eles são para o momento.

Mas não nos percamos no texto, nem divaguemos longo tempo neste blog como Moisés vagou longo tempo no deserto, durante 40 anos. Estávamos falando de ventiladores e lareiras. Sendo assim...

Frio e calor, naquela foto, estavam lado a lado representados, lembrando que esteriótipos são sempre esteriótipos (a não ser na Antártida, onde sempre há gelo, e no Saara, onde há sempre areia escaldante durante o dia e nenhuma neve durante a noite, ainda que nos desertos a temperatura caia muito com o fim do dia).

Ventiladores e lareiras? Eles podem coexistir pacificamente e também em nossa imaginação, quando pensarmos em algum país frio, perto ou longínquo, exportador de trigo para nós ou não.

Ainda mais inusitado devem ser as pessoas que, na cidade daquela menina ou em outra qualquer, tomam sorvete diante da lareira... lareira apagada, é claro, e no verão.



Moral da história?

Nenhuma.

Este texto é curto e estou com pressa. Outro dia eu volto trazendo novidades. Até (para quem é da cidade) e inté (para quem não é).

sexta-feira, 25 de julho de 2008

"Sonhava com leões"


Enquanto a Ulli não volta da roça, trazendo histórias novas para o blog dela, eu vou me virando como posso.

Ainda não sei o que o filho do meu amigo vai achar quando vir uma vaca de verdade quando passar O Globo Rural domingo, nem sei se o programa vai exibir alguma reportagem mostrando gado. Por enquanto, o filho do meu amigo vai bebendo leite, tendo só uma leve noção sobre a origem da bebida.

O último texto realmente obteve muitos comentários, mas aquele que mais me emocionou foi o de uma garota que disse que os pais dela nunca haviam lhe dito que o leite vem da vaca, e que ela teve de descobrir sozinha.

Apenas uma menina disse em seu comentário já saber que leite e vaca tinham alguma coisa a ver, mas quanto a Papai Noel ela não sabia...

Mas, como uma blogueira portuguesa sugeriu em seu comentário, seria mais complicado explicar de onde vem o ovo, e depois esperar que alguém comesse ovos com satisfação... Mas que os ovos vêm de lá, isso é verdade, tanto quanto dois e dois são quatro...

Mas não vamos falar do cu da galinha (ou da cloaca, que é o nome científico do cu da galinha, caso alguém tenha esquecido)...

Se o leitor, além de chocado (eu disse chocado depois de ter dito ovo?), ficou com raiva de mim porque fiz aquelas revelações, eu compreendo perfeitamente; mas alguém, em algum momento de nossas vodas, deveria nos revelar a verdade, doa o quanto doer...

Espera aí... Eu havia dito que o leite vem da vaca? Nem sempre. Às vezes vem da cabra também.

Mas não quero me aprofundar na questão. Deixemos que a vaca siga o seu caminho em paz, esteja ela indo pro brejo ou não...

De qualquer modo, fico imaginando que a Ulli deve estar andando a pé por aquela cidadezinha do interior, vendo bois e cavalos pelas ruas, tomando leite recém-tirado do úbere de algum boi fêmea e, como a Ulli é uma menina da cidade, talvez ela diga:

- "Mas isso é leite?! Estranho, muito estranho..."

E, tomando mais um gole, talvez repita:

- "Estranho, muito estranho..."

Pois é! A vaca (ainda que muito difamada na cidade) é um animal honesto e nunca fornece leite misturado com água, como é comum na cidade. Na roça, leite é leite, água é água, e não há meio-termo como há por aqui.

Quando a Ulli voltar, eu pergunto o que ela achou. Esperemos.

E, enquanto ela não volta, e para que o meu blog não vá pro brejo, eu vou me virando como posso, escrevendo mais este post.

Mas o que eu queria mesmo, desde o início, era dizer outra coisa; mas fui jogando conversa fora, como se eu é que estivesse na roça, vendo o tempo passar, feito um Jeca Tatu que deita conversa fora enquanto prepara mais um cigarro de palha antes da próxima dormida, depois de não ter feito nada...

Não vou dizer o que as pessoas devem ler, nem tenho essa pretensão, mas posso muito bem dizer o que leio e o que me agrada.

O Velho e o Mar, para quem gosta de Literatura, é um dos melhores livros que existem. É claro que há sempre aqueles que não gostam, mas, quem quiser ter uma idéia da obra, pode clicar no vídeo que aparece no topo deste blog. Infelizmente há algumas falas em inglês, mas quem vir apenas as imagens já terá uma boa idéia da coisa e, como eu não queria que o leitor ficasse sabendo desde já o final da história, não coloquei à disposição dele a parte 2 do filme.


MORAL DA HISTÓRIA

Deitar leite na água das crianças já é coisa tão antiga, que há muito tempo o Barão de Itararé já pedia: "Mais leite na água, mais leite na água!" Mas parece que o apelo dele não gerou muito efeito, e tanto é verdade que hoje, além de misturarem água no leite, andaram misturando éter. Meu amigo que o diga; ele foi o primeiro a perceber a fraude, quando começou a ficar loiro... Só depois é que o Jornal Nacional noticiou aquele escândalo.

Mas...

O leitor não sabe quem é o Barão de Itararé?

Viu? Eu disse ou não disse que água no leite era coisa antiga? Isso começou há muito, muito tempo.

Quem não passava por esse problema era o protagonista de O Velho e o Mar, nem me consta que ele tenha ficado loiro de tanto beber leite...

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Absurdos da Vida Urbana


Não vou dizer que há gente por aí com saudade da roça, porque, para ser franco, muita gente por aí nem se lembra mais do caminho que leva até lá.

A Ulli (e eu não sei se deveria citar o nome dela), vai tirar umas férias numa cidade do interior. Não vou mencionar a cidade, mas ela diz que lá há bois e cavalos e teme que não haja Internet, de modo que talvez ela fique uns dias sem atualizar o blog dela.

Mas...

Eu disse que lá havia bois e cavalos? Ora! Na cidade também há bois (ao menos sob a forma de bife) e quanto a cavalos... bem, às vezes também os temos sob a forma de bife, depende de onde sua empregada anda comprando carne mais barata, para ficar com a diferença do dinheiro que você lhe dá...

Mas não é hoje que vamos falar de probelmas domésticos. Hoje vamos falar da roça. Tenho um amigo que decidiu contar duas coisas ao filho pequeno dele: 1) Papai Noel não existe; 2) O leite vem da vaca.

Pois é. Existe muita gente por aí que não sabe que o leite vem da vaca e pensa que ele vem da caixinha, e que Papai Noel viveria no Pólo Norte e não na Lapônia.

Meu amigo, como a pessoa sensata que é, decidiu que primeiro contaria que Papai Noel não existe e que só depois faria revelações sobre a verdadeira origem do leite. Sábia decisão. Vai que o garoto, surpreendido pela revelação, decide que não beberá mais leite? Seria um Deus-nos-acuda, pois ele ainda está em fase de crescimento.

Depois mudou de idéia. Começaria com o mais difícil mesmo. Depois da vaca, Papai Noel seria fácil...

Mas quando o garoto soube que o leite vinha da vaca, não teve reação; não chorou; não esperneou; não fez cara feia; não teve nenhuma expressão de nojo; não achou graça... Enfim, ficou ali parado, como se tivesse escutado que o céu é azul.

Só depois que meu amigo mostrou ao filho o desenho da vaquinha na caixa do leite, é que o menino começou a entender:

- "O que é que tem?" perguntava o menino diante do desenho da vaquinha estampado na caixa de leite.
- "O leite vem daqui, meu filho. Entendeu?" dizia meu amigo.
- "De dentro da caixinha?" perguntava o menino, perplexo.
- "Desse bichinho desenhado na caixinha", insistia meu amigo.

E assim, como muita calma para não chocar o filho, meu amigo finalmente conseguiu dizer ao garoto de onde vinha o leite.

Só não sei se, vendo uma vaca de verdade, o menino vai conseguir ligar uma coisa à outra, pois o desenho da caixa era muito estilizado, muito infantil. Mas vá lá; o menino ainda é uma criança. Talvez ele se assustasse ao ver uma vaca de verdade.

Meu amigo só vai tirar essa dúvida domingo, quando passar O Globo Rural. Torçamos para que o programa exiba uma reportagem sobre gado Holandês ou Zebu. Vamos ver e torcer.

Mas, quanto a dizer a verdade sobre Papai Noel, meu amigo decidiu que isso ficaria para depois. O menino poderia não suportar duas grandes revelações dessas de uma vez só.

Se depois de domingo o garoto continuar bebendo leite, ele conta. Vamos ver, vamos ver.


MORAL DA HISTÓRIA

Há gente por aí que come peito de frango, asa e coxa, mas não sabe que, juntando tudo, dá uma galinha.

Quanto a Ulli, vamos ver se ela volta daquela cidadezinha bebendo leite e com boas histórias para o blog dela. Vamos ver.

Espero que volte logo.

terça-feira, 22 de julho de 2008

Acabou a greve

É, caro leitor; quem não lê jornal para não se aborrecer com as notícias, às vezes se aborrece pensando quais seriam as notícias do dia. Por isso, antes de escrever o blog de hoje, passei na banca de jornal (é, eu também gosto de jornal impresso), e vi que a greve dos correios acabou. Boa notícia.

Agora vamos poder pagar nossas contas (todas atrasadas, é claro), ler aquela revista que finalmente vai chegar (também atrasada, é claro), e descobrir que aquele parente distante morreu (tão distante que lá onde ele morava as pessoas não tinham nem telefone para avisar), etc., etc., etc.

É claro que muita coisa pode ser feita sem os correios, como quitar dívidas de contas que não chegam pelas mãos dos carteiros, mas, sem os correios, tudo fica mais complicado, não é?

É.

Pior seria se fosse nos Estados Unidos, onde não há prazos para a entrega da correspondência. No Brasil pelo menos o correio é barato e eficiente se comparado com o de outros países.

Alguém viu O Náufrago? O Tom Hanks pegou o avião no início do filme para fazer uma entrega e só conseguiu entregar o pacote no fim do filme, alguns anos depois. E olha que era Fedex (o Sedex deles)...

É, lá fora pode ser pior.

Só fiquei desconfiado de uma coisa. A Dercy Gonçalves morreu no domingo (domingo, não foi?), e os correios decidiram pelo fim da greve segunda-feira (ontem, não é?). Pois bem! Diante dessa coincidência, será que esses fatos têm alguma relação entre si? Será que ela era a mentora da greve dos correios e, uma vez que ela tenha morrido, a idéia da greve também morreu com ela?

Não, pensando bem... não pode ser. Seria uma piada muito sem graça por parte da Dercy Gonçalves. E, como seria a última, provavelmente ela gostaria de uma chave de ouro, de um último palavrão, de uma última exibição de seios e, sendo ela a mentora da greve, hoje ela deveria pelo menos aparecer na TV em horário nobre e anunciar "Acabou a greve, porra!" E as famílias e a Igreja, em vez de ficarem chocadas com a notícia, ficariam alegres e repetiriam, felizes, "Acabou a greve, porra!"

Mas, como no Brasil tudo é possível, é sempre bom desconfiar.

Desconfiemos.


MORAL DA HISTÓRIA

Se foi a Dercy Gonçalves ou não, eu não sei; mas tenho um amigo muito inteligente que mora lá em Foz do Iguaçu e, como a greve finalmente acabou, aproveito e mando uma carta perguntando o que ele acha.

Espero ao menos que ele ache graça, é claro.

domingo, 20 de julho de 2008

Que farei com este blog?

Obviamente, vou escrever nele.

Mas, antes de escrever, eu deveria escolher um nome para o blog e, a cada nova idéia que eu tinha, descobria que todas as minhas novas idéias já eram velhas; o que para mim era originalidade, para outras pessoas já era antigo e já estava em uso há tempos.

Vou contar como foi; serei breve.

Como meu e-mail começa com yellowfox@, pensei ingenuamente que meu blog também poderia se chamar yellowfox, mas descobri que esse endereço já existia no blogspot e fui até lá, para verificar quem havia me roubado essa idéia genial antes mesmo que eu pudesse tê-la!

Enquanto eu digitava o endereço (que deveria ser meu e não era), eu ia imaginando alguns palavrões para xingar o imbecil que havia me roubado aquela idéia, mas, quando vi o blog, tive que traduzir todos os palavrões que eu havia imaginado, porque <http://www.yellowfox.blogspot.com/ era um blog redigido em inglês.

Pois bem. Desisti da tradução e dos xingamentos, porque alguém que teve a mesma idéia que eu só poderia ser alguém legal e inteligente (não, não estou me elogiando, entenda bem; é que a raiva foi passando), e, depois de ter visto a idade do Sr. Patrick Strong (252 anos), desisti completamente de xingá-lo e até passei a ter simpatia pelo sujeito...

Eu disse Sr. Patrick Strong? O.K. Corrija-se para Mister Strong.

Mas, pensando bem, até que Mr. Strong me fez um grande favor, porque yellowfox é um nome até bem bobo (para os leitores da roça, leia-se bocó), animalesco talvez, irreal inclusive (a não ser que realmente existam raposas amarelas), e comecei a ter idéias megalomaníacas...

Uma dessas minhas idéias faraônicas ou megalomaníacas foi dar a meu blog o endereço de <http://www.deus.blogspot.com/, mas também descobri que alguém (não mais inteligente do que eu, mas nascido antes de mim) já havia tido essa idéia, e fui lá no blog dele. Lendo atentamente o perfil de Deus na Internet, descobri que Deus é mulher e se chama Selene (isto é, Serena ou Selena em português), e que Deus fala inglês. Pois é... E você achando que Deus era brasileiro, não é? Tudo bem, eu também havia me enganado quanto a isso.

Mas espera aí. Se Deus é americano ou inglês, por que Ele não escolheu para o blog dEle o endereço de <http://www.god.blogspot.com/? Pois é, caro leitor. Tem brasileiro (ou português) por aí se passando pelo Todo-Poderoso. Será que Ele sabe? Claro que sabe.

Portanto, se aquele blog sair do ar, não desconfie dos hackers; desconfie de Deus.

Mas, depois dessa nova decepção, segui pensando em outro nome para meu blog e decidi que eu deveria ser mais humilde (ser Deus era realmente querer muito), e decidi então que eu deveria ser Jesus, isto é, que o endereço de meu blog deveria ser <http://www.jesus.blogspot.com/, mas, como o leitor já deve estar imaginando, alguém já havia se antecipado a mim mais uma vez, e eu não pude ser nem eu mesmo (yellowfox), nem Deus nem Jesus.

Sobrou-me o último elemento da Santíssima Trindade? Não, caro leitor; eu não quero ser o Espírito Santo, principalmente depois de ter lido O Guardador de Rebanhos, daquele heterônimo de Fernando Pessoa, que dizia que o Espírito Santo era a única pompa feia do mundo, porque não era do mundo nem era pomba.

Foi daí que eu me aborreci e, como eu estava mesmo on the thinking (isto é, pensativo) há vários minutos, acabei escolhendo este endereço aqui para o meu blog, http://www.onthethinking.blogspot.com/.

E não me aborreci mais com isso, nem desejei mal àqueles que haviam me roubado todas aquelas idéias, e tanto não me zanguei que eu até fiz uma propaganda do blog deles aqui no meu.


MORAL DA HISTÓRIA

Enquanto muita gente por aí está preocupada em ser Deus ou Cristo, com sonhos de grandeza, eu simplesmente sigo pensando (on the thinking), como o pobre mortal que sou e também por falta de opção, é claro.