Criei este blog sem ter segundas intenções, sem colocar minha foto no perfil para que as meninas me vissem e me achassem feio ou bonito, ou então me achassem algum galã (caso eu usasse o photoshop para modificar minhas fotos).
Já vi meninas que na vida real são bonitas, mas que, depois de passarem pelo photoshop, viram a irmã mais nova da Gisele Bündchen: mais alta, mais magra e mais loira.
Também não escrevo muito a sério, ou eu não escreveria como ando escrevendo, pois, para escrever a sério, é preciso não dizer qualquer coisa que lhe venha à cabeça; e eu estaria falando da China e do Tibet, do MST e do PT, do aquecimento global e da Amazônia, como se eu fosse um acadêmico ou como se eu fosse o William Bonner à frente da bancada do Jornal Nacional.
Já há gente fazendo isso. Não quero ser mais um.
Mas agora, que ando pensando mais seriamente sobre este blog, me dei conta de que sou o cara desconhecido, porque não há foto minha aqui, nem os leitores do blog são da cidade onde vivo.
Quem sou? Agora até eu fiquei confuso. Os leitores de fora que me desculpem, mas a única menina de minha cidade que eu conhecia e que tinha blog se mudou há alguns meses e agora vive longe.
Mas, enquanto houver leitores, continuarei escrevendo. Eu escrevo de cá e vocês lêem daí. Façamos este acordo e não assinemos em lugar nenhum. Só não digo que é um acordo de cavalheiros porque 99,9% dos visitantes deste blog não são leitores, mas leitoras.
Pena que não há um photoshop para as besteiras que a gente diz na Internet. Assim a gente escrevia qualquer coisa e depois passava a limpo no photoshop, e, em vez de bobagens, a gente tinha algum texto digno de Machado de Assis ou Rui Barbosa.
Mas não quero me iludir. Se meu blog têm os seus defeitos, isso pelo menos o diferencia dos demais, e assim ele se torna único (como as pessoas reais, que, sendo bonitas ou feias, galãs ou zarolhas, não deixam de ser únicas por terem características próprias, distintas, e que o photoshop só saberia apagar).
Moral da história?
Bah! vou ali ser feliz e já volto. Mas ficarei ainda mais feliz se, quando voltar, houver comentários.
E eles não precisam fazer muito sentido também. Este blog não é uma coisa séria, nem pretende ser. Mas, se for, saibam que terá sido por acaso e queiram me desculpar.
Há 4 anos

