terça-feira, 29 de julho de 2008

Não leiam; é só um desabafo

Criei este blog sem ter segundas intenções, sem colocar minha foto no perfil para que as meninas me vissem e me achassem feio ou bonito, ou então me achassem algum galã (caso eu usasse o photoshop para modificar minhas fotos).

Já vi meninas que na vida real são bonitas, mas que, depois de passarem pelo photoshop, viram a irmã mais nova da Gisele Bündchen: mais alta, mais magra e mais loira.

Também não escrevo muito a sério, ou eu não escreveria como ando escrevendo, pois, para escrever a sério, é preciso não dizer qualquer coisa que lhe venha à cabeça; e eu estaria falando da China e do Tibet, do MST e do PT, do aquecimento global e da Amazônia, como se eu fosse um acadêmico ou como se eu fosse o William Bonner à frente da bancada do Jornal Nacional.

Já há gente fazendo isso. Não quero ser mais um.

Mas agora, que ando pensando mais seriamente sobre este blog, me dei conta de que sou o cara desconhecido, porque não há foto minha aqui, nem os leitores do blog são da cidade onde vivo.

Quem sou? Agora até eu fiquei confuso. Os leitores de fora que me desculpem, mas a única menina de minha cidade que eu conhecia e que tinha blog se mudou há alguns meses e agora vive longe.

Mas, enquanto houver leitores, continuarei escrevendo. Eu escrevo de cá e vocês lêem daí. Façamos este acordo e não assinemos em lugar nenhum. Só não digo que é um acordo de cavalheiros porque 99,9% dos visitantes deste blog não são leitores, mas leitoras.

Pena que não há um photoshop para as besteiras que a gente diz na Internet. Assim a gente escrevia qualquer coisa e depois passava a limpo no photoshop, e, em vez de bobagens, a gente tinha algum texto digno de Machado de Assis ou Rui Barbosa.

Mas não quero me iludir. Se meu blog têm os seus defeitos, isso pelo menos o diferencia dos demais, e assim ele se torna único (como as pessoas reais, que, sendo bonitas ou feias, galãs ou zarolhas, não deixam de ser únicas por terem características próprias, distintas, e que o photoshop só saberia apagar).



Moral da história?

Bah! vou ali ser feliz e já volto. Mas ficarei ainda mais feliz se, quando voltar, houver comentários.

E eles não precisam fazer muito sentido também. Este blog não é uma coisa séria, nem pretende ser. Mas, se for, saibam que terá sido por acaso e queiram me desculpar.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Um texto curto

Para quem vive nos trópicos, lareira lembra inverno, neve sobre os telhados, paisagens brancas lá fora e alguém sentado na sala, com grossas roupas, diante da lareira acesa, o cão de caça deitado aos pés do dono (hum? você não imaginou um cachorro? O.K., não precisamos ir tão longe; este texto pretendia mesmo ser curto).

Mas, para mostar que não entendemos muito de frio e neve, acabei de visitar o flog de uma menina da Argentina (aquele país longínquo que exportava trigo para nós e que agora só exporta notícias da crise deles para os nossos jornais), e, vendo a foto postada recentemente, verfiquei que havia um pequeno ventilador sobre a lareira. Isso mesmo. Um ventilador, símbolo dos países suados que sofrem com o calor, lembrança de dias quentes e de cervejas geladas...

E lá estava ele, o pequeno ventilador, evocando imagens de suor e dias de fogo, de termômetros que marcam 40 graus em março e 50 em julho, quando estão quebrados e a prefeitura não os conserta por um motivo ou por outro.

Nos acostumamos a pensar que os países frios são sempre frios, e que os quentes são sempre escaldantes como uma fornalha, mas nem sempre é assim. Em Roma, por exemplo, a temperatura chega a uns 30 graus no verão, embora caia neve em todo o norte daquele país durante o inverno.

Em Paris, no verão, também faz calor e você pode suar como qualquer cidadão de terceiro mundo, ainda que esteja numa das capitais da Europa.

E assim é em Córdoba, onde vive a menina do flog. No verão há calor e as pessoas não estão de sobretudo, nem fazendo bonecos de neve que nunca derretem, nem pondo a língua pra fora para provar o gosto que tem a neve, soboreando flocos de gelo que caem do céu como caiu o maná há milênios no deserto...

Hum? O que tem a ver o maná com flocos de neve? Ora, você não pode guardá-los para o dia seguinte ou para a estação seguinte... Eles são para o momento.

Mas não nos percamos no texto, nem divaguemos longo tempo neste blog como Moisés vagou longo tempo no deserto, durante 40 anos. Estávamos falando de ventiladores e lareiras. Sendo assim...

Frio e calor, naquela foto, estavam lado a lado representados, lembrando que esteriótipos são sempre esteriótipos (a não ser na Antártida, onde sempre há gelo, e no Saara, onde há sempre areia escaldante durante o dia e nenhuma neve durante a noite, ainda que nos desertos a temperatura caia muito com o fim do dia).

Ventiladores e lareiras? Eles podem coexistir pacificamente e também em nossa imaginação, quando pensarmos em algum país frio, perto ou longínquo, exportador de trigo para nós ou não.

Ainda mais inusitado devem ser as pessoas que, na cidade daquela menina ou em outra qualquer, tomam sorvete diante da lareira... lareira apagada, é claro, e no verão.



Moral da história?

Nenhuma.

Este texto é curto e estou com pressa. Outro dia eu volto trazendo novidades. Até (para quem é da cidade) e inté (para quem não é).

sexta-feira, 25 de julho de 2008

"Sonhava com leões"


Enquanto a Ulli não volta da roça, trazendo histórias novas para o blog dela, eu vou me virando como posso.

Ainda não sei o que o filho do meu amigo vai achar quando vir uma vaca de verdade quando passar O Globo Rural domingo, nem sei se o programa vai exibir alguma reportagem mostrando gado. Por enquanto, o filho do meu amigo vai bebendo leite, tendo só uma leve noção sobre a origem da bebida.

O último texto realmente obteve muitos comentários, mas aquele que mais me emocionou foi o de uma garota que disse que os pais dela nunca haviam lhe dito que o leite vem da vaca, e que ela teve de descobrir sozinha.

Apenas uma menina disse em seu comentário já saber que leite e vaca tinham alguma coisa a ver, mas quanto a Papai Noel ela não sabia...

Mas, como uma blogueira portuguesa sugeriu em seu comentário, seria mais complicado explicar de onde vem o ovo, e depois esperar que alguém comesse ovos com satisfação... Mas que os ovos vêm de lá, isso é verdade, tanto quanto dois e dois são quatro...

Mas não vamos falar do cu da galinha (ou da cloaca, que é o nome científico do cu da galinha, caso alguém tenha esquecido)...

Se o leitor, além de chocado (eu disse chocado depois de ter dito ovo?), ficou com raiva de mim porque fiz aquelas revelações, eu compreendo perfeitamente; mas alguém, em algum momento de nossas vodas, deveria nos revelar a verdade, doa o quanto doer...

Espera aí... Eu havia dito que o leite vem da vaca? Nem sempre. Às vezes vem da cabra também.

Mas não quero me aprofundar na questão. Deixemos que a vaca siga o seu caminho em paz, esteja ela indo pro brejo ou não...

De qualquer modo, fico imaginando que a Ulli deve estar andando a pé por aquela cidadezinha do interior, vendo bois e cavalos pelas ruas, tomando leite recém-tirado do úbere de algum boi fêmea e, como a Ulli é uma menina da cidade, talvez ela diga:

- "Mas isso é leite?! Estranho, muito estranho..."

E, tomando mais um gole, talvez repita:

- "Estranho, muito estranho..."

Pois é! A vaca (ainda que muito difamada na cidade) é um animal honesto e nunca fornece leite misturado com água, como é comum na cidade. Na roça, leite é leite, água é água, e não há meio-termo como há por aqui.

Quando a Ulli voltar, eu pergunto o que ela achou. Esperemos.

E, enquanto ela não volta, e para que o meu blog não vá pro brejo, eu vou me virando como posso, escrevendo mais este post.

Mas o que eu queria mesmo, desde o início, era dizer outra coisa; mas fui jogando conversa fora, como se eu é que estivesse na roça, vendo o tempo passar, feito um Jeca Tatu que deita conversa fora enquanto prepara mais um cigarro de palha antes da próxima dormida, depois de não ter feito nada...

Não vou dizer o que as pessoas devem ler, nem tenho essa pretensão, mas posso muito bem dizer o que leio e o que me agrada.

O Velho e o Mar, para quem gosta de Literatura, é um dos melhores livros que existem. É claro que há sempre aqueles que não gostam, mas, quem quiser ter uma idéia da obra, pode clicar no vídeo que aparece no topo deste blog. Infelizmente há algumas falas em inglês, mas quem vir apenas as imagens já terá uma boa idéia da coisa e, como eu não queria que o leitor ficasse sabendo desde já o final da história, não coloquei à disposição dele a parte 2 do filme.


MORAL DA HISTÓRIA

Deitar leite na água das crianças já é coisa tão antiga, que há muito tempo o Barão de Itararé já pedia: "Mais leite na água, mais leite na água!" Mas parece que o apelo dele não gerou muito efeito, e tanto é verdade que hoje, além de misturarem água no leite, andaram misturando éter. Meu amigo que o diga; ele foi o primeiro a perceber a fraude, quando começou a ficar loiro... Só depois é que o Jornal Nacional noticiou aquele escândalo.

Mas...

O leitor não sabe quem é o Barão de Itararé?

Viu? Eu disse ou não disse que água no leite era coisa antiga? Isso começou há muito, muito tempo.

Quem não passava por esse problema era o protagonista de O Velho e o Mar, nem me consta que ele tenha ficado loiro de tanto beber leite...

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Absurdos da Vida Urbana


Não vou dizer que há gente por aí com saudade da roça, porque, para ser franco, muita gente por aí nem se lembra mais do caminho que leva até lá.

A Ulli (e eu não sei se deveria citar o nome dela), vai tirar umas férias numa cidade do interior. Não vou mencionar a cidade, mas ela diz que lá há bois e cavalos e teme que não haja Internet, de modo que talvez ela fique uns dias sem atualizar o blog dela.

Mas...

Eu disse que lá havia bois e cavalos? Ora! Na cidade também há bois (ao menos sob a forma de bife) e quanto a cavalos... bem, às vezes também os temos sob a forma de bife, depende de onde sua empregada anda comprando carne mais barata, para ficar com a diferença do dinheiro que você lhe dá...

Mas não é hoje que vamos falar de probelmas domésticos. Hoje vamos falar da roça. Tenho um amigo que decidiu contar duas coisas ao filho pequeno dele: 1) Papai Noel não existe; 2) O leite vem da vaca.

Pois é. Existe muita gente por aí que não sabe que o leite vem da vaca e pensa que ele vem da caixinha, e que Papai Noel viveria no Pólo Norte e não na Lapônia.

Meu amigo, como a pessoa sensata que é, decidiu que primeiro contaria que Papai Noel não existe e que só depois faria revelações sobre a verdadeira origem do leite. Sábia decisão. Vai que o garoto, surpreendido pela revelação, decide que não beberá mais leite? Seria um Deus-nos-acuda, pois ele ainda está em fase de crescimento.

Depois mudou de idéia. Começaria com o mais difícil mesmo. Depois da vaca, Papai Noel seria fácil...

Mas quando o garoto soube que o leite vinha da vaca, não teve reação; não chorou; não esperneou; não fez cara feia; não teve nenhuma expressão de nojo; não achou graça... Enfim, ficou ali parado, como se tivesse escutado que o céu é azul.

Só depois que meu amigo mostrou ao filho o desenho da vaquinha na caixa do leite, é que o menino começou a entender:

- "O que é que tem?" perguntava o menino diante do desenho da vaquinha estampado na caixa de leite.
- "O leite vem daqui, meu filho. Entendeu?" dizia meu amigo.
- "De dentro da caixinha?" perguntava o menino, perplexo.
- "Desse bichinho desenhado na caixinha", insistia meu amigo.

E assim, como muita calma para não chocar o filho, meu amigo finalmente conseguiu dizer ao garoto de onde vinha o leite.

Só não sei se, vendo uma vaca de verdade, o menino vai conseguir ligar uma coisa à outra, pois o desenho da caixa era muito estilizado, muito infantil. Mas vá lá; o menino ainda é uma criança. Talvez ele se assustasse ao ver uma vaca de verdade.

Meu amigo só vai tirar essa dúvida domingo, quando passar O Globo Rural. Torçamos para que o programa exiba uma reportagem sobre gado Holandês ou Zebu. Vamos ver e torcer.

Mas, quanto a dizer a verdade sobre Papai Noel, meu amigo decidiu que isso ficaria para depois. O menino poderia não suportar duas grandes revelações dessas de uma vez só.

Se depois de domingo o garoto continuar bebendo leite, ele conta. Vamos ver, vamos ver.


MORAL DA HISTÓRIA

Há gente por aí que come peito de frango, asa e coxa, mas não sabe que, juntando tudo, dá uma galinha.

Quanto a Ulli, vamos ver se ela volta daquela cidadezinha bebendo leite e com boas histórias para o blog dela. Vamos ver.

Espero que volte logo.

terça-feira, 22 de julho de 2008

Acabou a greve

É, caro leitor; quem não lê jornal para não se aborrecer com as notícias, às vezes se aborrece pensando quais seriam as notícias do dia. Por isso, antes de escrever o blog de hoje, passei na banca de jornal (é, eu também gosto de jornal impresso), e vi que a greve dos correios acabou. Boa notícia.

Agora vamos poder pagar nossas contas (todas atrasadas, é claro), ler aquela revista que finalmente vai chegar (também atrasada, é claro), e descobrir que aquele parente distante morreu (tão distante que lá onde ele morava as pessoas não tinham nem telefone para avisar), etc., etc., etc.

É claro que muita coisa pode ser feita sem os correios, como quitar dívidas de contas que não chegam pelas mãos dos carteiros, mas, sem os correios, tudo fica mais complicado, não é?

É.

Pior seria se fosse nos Estados Unidos, onde não há prazos para a entrega da correspondência. No Brasil pelo menos o correio é barato e eficiente se comparado com o de outros países.

Alguém viu O Náufrago? O Tom Hanks pegou o avião no início do filme para fazer uma entrega e só conseguiu entregar o pacote no fim do filme, alguns anos depois. E olha que era Fedex (o Sedex deles)...

É, lá fora pode ser pior.

Só fiquei desconfiado de uma coisa. A Dercy Gonçalves morreu no domingo (domingo, não foi?), e os correios decidiram pelo fim da greve segunda-feira (ontem, não é?). Pois bem! Diante dessa coincidência, será que esses fatos têm alguma relação entre si? Será que ela era a mentora da greve dos correios e, uma vez que ela tenha morrido, a idéia da greve também morreu com ela?

Não, pensando bem... não pode ser. Seria uma piada muito sem graça por parte da Dercy Gonçalves. E, como seria a última, provavelmente ela gostaria de uma chave de ouro, de um último palavrão, de uma última exibição de seios e, sendo ela a mentora da greve, hoje ela deveria pelo menos aparecer na TV em horário nobre e anunciar "Acabou a greve, porra!" E as famílias e a Igreja, em vez de ficarem chocadas com a notícia, ficariam alegres e repetiriam, felizes, "Acabou a greve, porra!"

Mas, como no Brasil tudo é possível, é sempre bom desconfiar.

Desconfiemos.


MORAL DA HISTÓRIA

Se foi a Dercy Gonçalves ou não, eu não sei; mas tenho um amigo muito inteligente que mora lá em Foz do Iguaçu e, como a greve finalmente acabou, aproveito e mando uma carta perguntando o que ele acha.

Espero ao menos que ele ache graça, é claro.

domingo, 20 de julho de 2008

Que farei com este blog?

Obviamente, vou escrever nele.

Mas, antes de escrever, eu deveria escolher um nome para o blog e, a cada nova idéia que eu tinha, descobria que todas as minhas novas idéias já eram velhas; o que para mim era originalidade, para outras pessoas já era antigo e já estava em uso há tempos.

Vou contar como foi; serei breve.

Como meu e-mail começa com yellowfox@, pensei ingenuamente que meu blog também poderia se chamar yellowfox, mas descobri que esse endereço já existia no blogspot e fui até lá, para verificar quem havia me roubado essa idéia genial antes mesmo que eu pudesse tê-la!

Enquanto eu digitava o endereço (que deveria ser meu e não era), eu ia imaginando alguns palavrões para xingar o imbecil que havia me roubado aquela idéia, mas, quando vi o blog, tive que traduzir todos os palavrões que eu havia imaginado, porque <http://www.yellowfox.blogspot.com/ era um blog redigido em inglês.

Pois bem. Desisti da tradução e dos xingamentos, porque alguém que teve a mesma idéia que eu só poderia ser alguém legal e inteligente (não, não estou me elogiando, entenda bem; é que a raiva foi passando), e, depois de ter visto a idade do Sr. Patrick Strong (252 anos), desisti completamente de xingá-lo e até passei a ter simpatia pelo sujeito...

Eu disse Sr. Patrick Strong? O.K. Corrija-se para Mister Strong.

Mas, pensando bem, até que Mr. Strong me fez um grande favor, porque yellowfox é um nome até bem bobo (para os leitores da roça, leia-se bocó), animalesco talvez, irreal inclusive (a não ser que realmente existam raposas amarelas), e comecei a ter idéias megalomaníacas...

Uma dessas minhas idéias faraônicas ou megalomaníacas foi dar a meu blog o endereço de <http://www.deus.blogspot.com/, mas também descobri que alguém (não mais inteligente do que eu, mas nascido antes de mim) já havia tido essa idéia, e fui lá no blog dele. Lendo atentamente o perfil de Deus na Internet, descobri que Deus é mulher e se chama Selene (isto é, Serena ou Selena em português), e que Deus fala inglês. Pois é... E você achando que Deus era brasileiro, não é? Tudo bem, eu também havia me enganado quanto a isso.

Mas espera aí. Se Deus é americano ou inglês, por que Ele não escolheu para o blog dEle o endereço de <http://www.god.blogspot.com/? Pois é, caro leitor. Tem brasileiro (ou português) por aí se passando pelo Todo-Poderoso. Será que Ele sabe? Claro que sabe.

Portanto, se aquele blog sair do ar, não desconfie dos hackers; desconfie de Deus.

Mas, depois dessa nova decepção, segui pensando em outro nome para meu blog e decidi que eu deveria ser mais humilde (ser Deus era realmente querer muito), e decidi então que eu deveria ser Jesus, isto é, que o endereço de meu blog deveria ser <http://www.jesus.blogspot.com/, mas, como o leitor já deve estar imaginando, alguém já havia se antecipado a mim mais uma vez, e eu não pude ser nem eu mesmo (yellowfox), nem Deus nem Jesus.

Sobrou-me o último elemento da Santíssima Trindade? Não, caro leitor; eu não quero ser o Espírito Santo, principalmente depois de ter lido O Guardador de Rebanhos, daquele heterônimo de Fernando Pessoa, que dizia que o Espírito Santo era a única pompa feia do mundo, porque não era do mundo nem era pomba.

Foi daí que eu me aborreci e, como eu estava mesmo on the thinking (isto é, pensativo) há vários minutos, acabei escolhendo este endereço aqui para o meu blog, http://www.onthethinking.blogspot.com/.

E não me aborreci mais com isso, nem desejei mal àqueles que haviam me roubado todas aquelas idéias, e tanto não me zanguei que eu até fiz uma propaganda do blog deles aqui no meu.


MORAL DA HISTÓRIA

Enquanto muita gente por aí está preocupada em ser Deus ou Cristo, com sonhos de grandeza, eu simplesmente sigo pensando (on the thinking), como o pobre mortal que sou e também por falta de opção, é claro.